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Juíza analisa denúncia contra 13
suspeitos de integrar máfia dos fiscais em SP
da Folha Online
A juíza Maria dos Anjos Garcia de Alcaraz da Fonseca, da
22ª Vara Criminal Central do Tribunal de Justiça de São
Paulo, recebeu nesta quarta-feira a denúncia (acusação
formal) feita pelo Ministério Pública contra 13
suspeitos de envolvimento na máfia dos fiscais em SP. O
TJ informou não haver um prazo determinado para que a
decisão da juíza seja conhecida.
A denúncia foi encaminhada pelo Gaeco (Grupo de Atuação
Especial contra o Crime Organizado), do Ministério
Público, na terça-feira (22). Remetida ao Dipo
(Departamento de Inquéritos Policiais), foi distribuída
para a 22ª Vara Criminal. A denúncia aponta a existência
de um esquema para extorquir dinheiro de ambulantes e
comerciantes na zona leste da cidade, em troca de não
fiscalizar irregularidades.
Caberá à juíza aceitar ou não a denúncia --ou seja,
decidir se abre ou não processo contra os envolvidos.
Caso a denúncia seja aceita, eles passam a ser réus e,
após a conclusão do processo, vão a julgamento. Em
qualquer uma das fases do processo judicial, cabe
recurso
Do total de acusados, 11 chegaram a ser presos. De
acordo com as investigações, eles integravam dois grupos
que usavam a infra-estrutura da Subprefeitura da Mooca
para extorquir mais de R$ 1 milhão por mês dos
vendedores ambulantes. O recebimento da propina era
feito por outros camelôs recrutados. O vendedor que não
pagasse tinha a mercadoria apreendida pela fiscalização.
De acordo com os promotores do Gaeco, em 15 meses de
atuação, a quadrilha arrecadou R$ 15,9 milhões em
extorsões praticadas na região do Brás.
Denunciados
Foram denunciados um advogado, sete ambulantes e cinco
funcionários da Subprefeitura da Mooca --entre eles os
irmãos Felipe Eivazian --chefe dos fiscais-- e Georges
Marcelo Eivazian --que se apresentava como assessor
político do subprefeito Eduardo Odloak. Georges Eivazian
é apontado pelo Ministério Público como o chefe da máfia
dos fiscais no Brás.
Eles foram acusados pela Promotoria por formação de
quadrilha e concussão --crime cometido por servidores.
Na noite de terça-feira, Felipe Eivazian teve a
liberdade provisória concedida pela Justiça paulista.
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