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Ministro do STF concede liberdade a Hugo
Chicaroni
O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF),
concedeu ao professor universitário Hugo Chicaroni a
extensão do habeas-corpus que libertou o ex-presidente
da Brasil Telecom Participações Humberto Braz, apontado
como braço direito do banqueiro Daniel Dantas. Os dois
são acusados de tentar subornar um delegado da Polícia
Federal a pedido do banqueiro.
De acordo com o Ministério Público Federal, Dantas teria
oferecido cerca de US$ 1 milhão, por intermédio de Hugo
Chicaroni e Humberto Braz, a um delegado da Polícia
Federal para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do
banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e
vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados
das investigações da Operação Satiagraha.
Humberto Braz deixou ontem o presídio de Tremembé, após
a decisão do ministro Eros Grau. Hugo Chicaroni era o
único investigado na Operação Satiagraha que permanecia
preso.
Segundo o procurador da República Rodrigo de Grandis,
Chicaroni confessou em juízo ter oferecido R$ 865 mil a
um delegado da Polícia Federal como pagamento de
propina, a pedido do banqueiro Daniel Dantas. A defesa
do acusado alega que o investigado foi vítima de uma
"cilada" da Polícia Federal.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Gilmar Mendes, afirmou, mais cedo, que é possível que o
flagrante de Chicaroni seja anulado pelo STF. O ministro
fez a ressalva de que não tinha conhecimento da exata
argumentação da defesa do réu, mas explicou que a
estratégia pode ser bem sucedida no Supremo.
Hoje, Chicaroni prestou depoimento na Justiça Federal,
em São Paulo. Nesta tarde, ele pegará seus objetos
pessoais na sede da Polícia Federal, onde estava preso,
e deverá ser libertado.
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