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17 empresas de grande porte deixaram a Bovespa em 2012 Enquanto poucas empresas mostram interesse em entrar na Bolsa e cumprir 12 etapas do processo de abertura de capital, um número maior de companhias está fazendo o caminho inverso e desistindo de negociar as suas ações. Em 2012, foram 17 fechamentos, entre eles o de grandes empresas como Redecard, GVT e Camargo Corrêa, e apenas três estreias na BM&F Bovespa.
Apesar do número alto de fechamentos no último ano, a tendência para 2013 é que cada vez mais empresas abram o capital. “Ano passado foi atípico, teve muitas ofertas de fechamento e poucas abriram. Isso não acontece muito e é difícil se repetir”, afirma o sócio da Bogari Capital, empresa especializada neste tipo de investimento, Érico Argolo. Segundo o analista de mercado, os motivos que levam as empresas a fecharem o capital vão desde a incorporação por outra companhia até a falta de atualização do registro por meio do envio obrigatório de informações para a Bovespa e a CVM.
Argolo explica que, para fazer um fechamento de capital, o controlador faz uma oferta para a compra de todas as ações, baseada em um laudo geralmente contratado pela própria empresa, e os sócios minoritários podem aderir ou não. Dependendo da adesão, a empresa pode fechar o capital. Geralmente, os sócios ganham um bom prazo para a aquisição, e a empresa consegue fechar o capital. Ainda há os casos em que a maioria não adere, e a companhia por conta disso, continua com o capital aberto. Um exemplo é a NET Serviços, que desistiu de fechar o capital no ano passado.
Segundo Argolo, o motivo de fechamento pode ser muito específico: financeiro, pelas ações estarem muito baratas, e o controlador adquirir todas; ou decisão estratégica, a mais recorrente. “Uma empresa com capital fechado tem menos pressão dos sócios minoritários para a tomada de decisões, isso agiliza o processo de administração”, diz. É o caso da credenciadora de cartões Redecard, que saiu da Bolsa em 2012. “Neste caso, o Itaú queria lançar produtos em parceria com a Redecard. Como era uma empresa de capital aberto, teria de apresentar o projeto para ser aprovado pelos sócios das duas empresas. Fechando o capital e centralizando a administração, facilitaram as decisões da empresa e o andamento dos projetos”, explica o analista. Abre-e-fecha As empresas podem abrir e fechar o capital quantas vezes quiserem, não há limitação. Um exemplo é a GVT, que teve o controle da empresa vendido para a francesa Vivendi e fechou o capital. A companhia de telefonia pode voltar à Bovespa no segundo semestre deste ano, após ter fracassado a tentativa da controladora de vender o negócio. A construtora Camargo Corrêa, por outro lado, ilustra o fechamento de capital por motivos financeiros, já que estava com as ações baratas e foi adquirida pelo controlador. A operadora de planos de saúde Amil, por sua vez, foi comprada, e os novos controladores resolveram fechar o capital. A adesão dos sócios minoritários ainda está em andamento. De acordo com Argolo, quem investe na bolsa não tem como ter garantia de que a empresa não vá fechar o capital. “O que pode acontecer é algumas pessoas se juntarem e contestarem a oferta, questionarem o fechamento de capital da empresa, mas o ideal é aderir à oferta”, aconselha. Cartola
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