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Cientistas vêem indícios de duas espécies de
dinossauro no deserto do Saara
Um grupo de cientistas encontrou duas possíveis
espécies novas de dinossauro durante uma
expedição ao deserto do Saara, informou nesta
terça-feira (16) a Universidade de Portsmouth.
Segundo eles, trata-se de uma das descobertas
"mais apaixonantes registradas na paleontologia
na África nos últimos 50 anos".
Trata-se de um até agora desconhecido saurópode
(herbívoro pescoçudo), um dinossauro com
proporções enormes, e de uma nova espécie de
pterossauro, o primeiro réptil a desenvolver a
habilidade de voar. A estimativa é que tenham
vivido há quase 100 milhões de anos.
Divulgação

Pesquisadores se preparam para mover o osso
achado no sudeste do Marrocos; testes vão
indicar que as espécies são novas
Os fósseis das duas espécies pré-históricas
foram achados por uma equipe conjunta de
pesquisadores da Universidade de Portsmouth
(Reino Unido) do University College de Dublin e
da Universidade Hassan 2, de Casablanca
(Marrocos).
A descoberta aconteceu no sudeste do Marrocos,
perto da fronteira com a Argélia. Os fósseis
achados correspondem a um grande fragmento do
bico do pterossauro e a um osso de 1 metro de
comprimento do saurópode, que devia ter cerca de
20 metros de comprimento.
O trabalho no deserto do Saara foi dirigido pelo
professor Nizar Ibrahim, do University College
de Dublin, que destacou em comunicado divulgado
hoje que "encontrar dois espécimes em uma
expedição é surpreendente, principalmente
levando em conta que podem representar espécies
completamente novas".
David Martill, da Universidade de Portsmouth,
destacou que "os animais vegetarianos são pouco
comuns nessa região, por isso encontrar um deste
tamanho é muito emocionante".
A busca começou em 1984, quando uma tempestade
de areia impediu os pesquisadores de escavarem
no local onde agora foram encontrados os
fósseis. O professor Ibrahim será, a partir de
agora, o encarregado de analisar em detalhe os
fósseis e determinar de maneira indubitável são
novas espécies.
"Após nosso primeiro exame no terreno, estamos
quase certos de que temos duas novas espécies em
nossas mãos", disse Ibrahim. Segundo Ibrahim,
"há milhões de anos o Saara era um 'pomar'
tropical, no qual viviam dinossauros gigantes,
um lugar totalmente diferente do deserto de pó
que podemos ver hoje".
Após serem estudados em Dublin, os ossos
viajarão para o Marrocos para serem expostos em
um museu de ciências naturais.
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