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Dinossauros tinham gravidez precoce, afirma
estudo
da France Presse, em Chicago
Os dinossauros alcançavam a maturidade sexual
muito antes de terminarem de crescer, o que
fazia com que as fêmeas ficassem prenhas no
início de sua adolescência, segundo um estudo
divulgado na segunda-feira (14).
Pesquisadores identificaram sinais de gravidez
em fósseis de três fêmeas de dinossauros, de
oito, 10 e 18 anos de idade e das espécies
Alossauro, Tenontossauro e dos Tiranossauro Rex.
Nestas fêmeas, os cientistas descobriram a
existência de um tecido ósseo rico em cálcio,
também conhecido como osso medular, em cavidades
de ossos do músculo e da espinha.
Entre os pássaros, as fêmeas depositam este tipo
de tecido em pequenas cavidades dos ossos por um
período breve, pouco antes de botarem os ovos.
Este artifício permitiria fabricar a casca,
dentro da qual o filhote seria formado.
Maturidade sexual
"Temos sorte de haver encontrado estes fósseis
de fêmeas", comemorou Sarah Werning, um dos
autores do estudo. "Os ossos medulares duram
apenas três ou quatro semanas em fêmeas que
estão maduras para se reproduzir."
Os fósseis revelaram que as criaturas
pré-históricas alcançavam a maturidade sexual
antes do que se pensava, ou seja, muito tempo
antes de alcançar seu tamanho adulto máximo.
Neste aspecto, os dinossauros são mais próximos
de alguns mamíferos do que de seus descendentes,
sugere o estudo. Os mamíferos medianos e
grandes, inclusive os humanos, também podem se
reproduzir antes de terminarem seu processo de
crescimento.
Além disso, o fato de os fósseis de dinossauro
conterem ossos medulares sugere que as fêmeas
encontradas morreram antes de pôr os ovos, o que
pode ser uma pista sobre os motivos de sua
maturidade sexual precoce.
A maioria das espécies de dinossauros vivia até
os 30 anos de idade, mas alguns não passavam de
dez anos. Diante de uma perspectiva de vida
curta, a gravidez precoce garantia a
sobrevivência da espécie, explicou Andrew Lee,
da Ohio University College of Osteopathic
Medicine.
"Se a maioria dos dinossauros morria bem cedo,
também tinha que se reproduzir cedo", avaliou. O
estudo foi divulgado nos anais da Academia
Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
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