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Achado fóssil que seria "elo perdido" do
crocodilo
Uma equipe de paleontólogos brasileiros da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
anunciou nesta quinta-feira a descoberta do
fóssil de uma espécie pré-histórica de
crocodilo, conhecida por crocodilomorfus, no Rio
de Janeiro, informou a agência Reuters.

De acordo com os pesquisadores, a nova espécie,
batizada de Montealtosuchus arrudacamposi,
representa o "elo perdido" na evolução dos
crocodilos desde o seu início, explicando a
relação entre as espécies que habitaram a Terra
na pré-história e as mais recentes.
A espécie é um crocodilomorfus de tamanho médio,
medindo cerca de 1,7 m da cabeça à cauda, e
teria habitado a Terra no período Cretáceo, há
80 milhões de anos.

O paleontologista Ismar de Souza Carvalho
acredita que a descoberta "é fantástica porque
seria o elo de ligação entre os crocodilos
primitivos, que viveram na época dos
dinossauros, entre 80 e 85 milhões de anos
atrás, e as espécies modernas".
Integrante da família Peirosauridae, o
Montealtosuchus arrudacamposi era um predador
terrestre muito ágil, que tinha hábitos
diferentes dos crocodilos atuais, mas possuia
muitas semelhanças no formato e estrutura do
corpo, apesar de ter os membros mais compridos.

O fóssil foi encontrado em 2004, perto da torre
de Monte Alto, no Estado de São Paulo, e recebeu
o nome de Arruda Campos, em homenagem ao
paleontólogo Antonio Celso de Arruda Campos, que
liderou as escavações. A nova espécie faz parte
de uma série de importantes descobertas feitas
nos últimos anos por pesquisadores no Brasil e
na Argentina.
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