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RJ: espécie de crocodiliforme marinho é
descoberta
Uma nova espécie de crocodilo marinho,
possivelmente um dos maiores predadores dos
mares há 62 milhões de anos, foi apresentada
hoje por paleontólogos brasileiros do Museu
Nacional do Rio de Janeiro.
Os fósseis do Guarinisuchus munizi, da espécie
dos crocodiloformes, foram encontrados em uma
mina de calcário em Poty, a 30 quilômetros de
Recife, por pesquisadores da Universidade
Federal de Pernambuco.

Os crocodiloformes foram os maiores predadores
dos mares depois da grande extinção de
dinossauros ocorrida há 65 milhões de anos.
Antes deles, um outro grupo de répteis, chamados
mosassauros, era o dominador dos mares.
"Com base nessa descoberta, sabemos o que
aconteceu próximo à costa brasileira. Agora a
questão é se o mesmo aconteceu em outras partes
do mundo. Acreditamos que sim", disse o
pesquisador Alexander Kellner, do Museu
Nacional. A descoberta foi publicada na revista
científica Proceedings of the Royal Society B.
A forma como o fóssil foi descoberto, com
mandíbula, crânio e vértebras, foi a mais
completa deste grupo já ocorrida na América do
Sul, disseram os paleontólogos.
O animal, chamado de "Guerreiro dos Mares", faz
parte do grupo que viveu durante o Paleoceno e
resistiu ao fenômeno que extinguiu os grandes
dinossauros do planeta, segundo os
pesquisadores. O nome Guarinisuchus foi
inspirado no idioma tupi e significa guerreiro.
"Um dos motivos para chamarmos de guerreiro é
porque ele sobreviveu ao fenômeno que gerou a
extinção dos dinossauros... e eles foram
predadores dominantes apesar de serem
relativamente pequenos, com 3 metros de
comprimento", afirmou Kellner.
"Mas sabemos que nem sempre o tamanho é
importante, basta ver as piranhas." Segundo o
estudo dos pesquisadores, os crocodiloformes
marinhos surgiram na África, migraram para a
América do Sul, especialmente a Região Nordeste
do Brasil, e depois partiram para a América do
Norte.
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