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Tubarões e raias são incluídas em documento de
preservação
Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies
Ameaçadas concluiu que o comércio desses animais
terá de obedecer as regras internacionais de
conservação e sustentabilidade.
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Ao contrário do pessimismo que costuma
rondar as conferências de meio ambiente das
Nações Unidas, a reunião trienal da
Convenção sobre Comércio Internacional de
Espécies Ameaçadas (Cites, em inglês)
terminou nesta quinta-feira (14) em Bangcoc,
na Tailândia, com boas notícias para a
biodiversidade marinha. Cinco espécies de
tubarão e duas de raia-manta foram incluídas
no chamado Anexo 2 da convenção, o que
significa que seu comércio terá de obedecer
as regras internacionais de conservação e
sustentabilidade.
Foto; tubarão martelo |
Quase que simultaneamente, os Ministérios da Pesca e
do Meio Ambiente publicaram nesta semana duas
instruções normativas proibindo a pesca de raias-mantas
e tubarões da espécie galha-branca-oceânico em águas
brasileiras, assim como a comercialização dessas
espécies em território brasileiro. Ambas as decisões
foram muito comemoradas por cientistas e
ambientalistas que há anos fazem campanha pela
proteção desses animais, seriamente ameaçados pela
forma predatória e sem regulamentação com que são
pescados. "Claro que há uma série de poréns sobre
como essas decisões vão ser implementadas, mas só o
fato de terem sido publicadas já é uma conquista
histórica", disse o pesquisador Otto Bismarck Gadig,
especialista em tubarões e raias da Universidade
Estadual Paulista (Unesp).
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Ameaçadas - As cinco espécies de tubarão protegidas
agora pela Cites incluem o galha-branca-oceânico, o
sardo, e três espécies de tubarão-martelo. As duas
de raia-manta são a oceânica e a recifal. Todas
ameaçadas de extinção, em diferentes graus. A
proposta referente aos tubarões-martelo foi
apresentada à Cites pelo Brasil, representado em
Bangcoc pela bióloga Monica Brick Peres. "Mesmo
depois de muita gente jogar a toalha, ela continuou
brigando, não desistiu nunca", elogia Gadig.
Uma instrução normativa proibindo a pesca dessas
três espécies no Brasil também deve ser publicada em
breve. "Estamos apenas discutindo os detalhes finais
com o Ministério da Pesca para publicar", disse na
quinta-feira (14) o coordenador de Gestão de
Recursos Pesqueiros do MMA, Roberto Gallucci.
Os tubarões-martelo, assim como o
galha-branca-oceânico, estão entre as espécies mais
atingidas pela prática de "finning", uma pesca
predatória em que só as barbatanas dos animais são
aproveitadas. Já as raias-mantas são pescadas em
alguns países para extração de sua guelras. No
Brasil, segundo Gallucci, elas não têm valor
comercial, mas são vítimas de pesca incidental.
(Com Estadão Conteúdo)
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