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Embraer prevê que receita com jatos executivos crescerá de 15% para 25% até 2010
da Folha Online
A Embraer planeja ver suas vendas de jatos executivos crescerem como porcentagem
de receitas de 15% para 25% até 2010, disse nesta sexta-feira em Paris o
vice-presidente de informações de mercado sobre o setor aéreo da empresa, Luiz
Sérgio Chiessi.

O vice-presidente de marketing e vendas, Colin Steven, disse que os
congestionamentos em aeroportos no mundo todo, atrasos e as medidas de segurança
adotadas para conter ameaça de atentados terroristas estão atraindo clientes
cada vez mais para o mercado de jatos executivos.
Os problemas em geral no mercado de aviação comercial, que têm levado empresas a
cortar vôos --como custos de combustível e planos de cortes de despesas-- também
podem ser positivos para as vendas de jatos, disse.
Até 2017, a Embraer estima que o mercado de jatos executivos deva estar avaliado
em US$ 201 bilhões. Steven disse que a Embraer detém 15% do mercado mundial, mas
não ofereceu projeções para a participação que a empresa deverá ter em dez anos.
No mês passado, a empresa informou que teve no primeiro trimestre deste ano
receita líquida de R$ 2,3 bilhões e lucro líquido de R$ 63,4 milhões, altas de
32% e 8,4%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A carteira de pedidos firmes da Embraer atingiu ao final do primeiro trimestre o
nível recorde de US$ 20,3 bilhões, resultado da combinação das ordens anunciadas
para a família Embraer 170/190, que já acumula um total de 835 pedidos firmes e
840 opções de compra, com bom desempenho de vendas de aeronaves para o mercado
de aviação executiva, com destaque para as aeronaves da família Phenom, que
ultrapassaram 750 pedidos firmes em carteira.
Super Tucano
A Embraer confirmou hoje que vendeu um avião modelo Super Tucano para uma
subsidiária da Blackwater Worldwide, principal prestadora de serviços de
segurança privada do Departamento de Estado dos EUA (e que também presta
serviços no Iraque). A empresa informou que não pretende utilizar o avião no
Iraque.
Segundo o vice-presidente de informações para o setor de defesa da Embraer,
Fernando Ikedo, a venda da unidade do Super Tucano foi autorizada pelos governos
do Brasil e dos EUA.
"Vendemos um Super Tucano para a EP Aviation [subsidiária da Blackwater], mas
para uso em treinamento apenas nos EUA", disse Ikedo. "Não há ligação com o
Iraque."
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