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Gasto com combustíveis e insumos agrícolas puxa alta das importações
A alta no preço dos produtos básicos está entre os fatores responsáveis pelo
aumento das importações brasileiras no início de junho, que cresceram 81% em
relação ao mesmo período de 2007, enquanto as exportações avançaram apenas 40%.
Segundo dados da balança comercial brasileira, o valor gasto com as compras
externas de combustíveis e lubrificantes praticamente triplicou na primeira
semana do mês em relação ao mesmo período do ano passado, um aumento de 197%
(US$ 244 milhões na média diária). Além dos combustíveis pesaram o aumento nas
importações de adubos e fertilizantes (+124,8%) e produtos siderúrgicos
(+110,1%).
Neste ano, o preço do barril de petróleo já subiu quase 50%.
A balança comercial brasileira registrou, na primeira semana de junho,
exportações de US$ 4,592 bilhões e importações de US$ 4,208 bilhões. A diferença
entre os dois números resultou em um superávit comercial (diferença entre as
exportações e as importações) de US$ 384 milhões.
Exportações
As exportações brasileiras também foram puxadas pelos produtos básicos (+75,7% a
mais). Os destaques ficaram com o petróleo bruto (+171%, US$ 154 milhões na
média diária) e a soja em grão (+108%, US$ 128 milhões).
Já os produtos de maior valor agregado (semi-manufaturados e manufaturados)
tiveram aumento de cerca de 20% nas exportações.
Ano
No ano, o saldo comercial registrado foi de US$ 9,039 bilhões, 48,1% menor que o
verificado no mesmo período do ano passado na comparação entre as médias
diárias.
As exportações somaram US$ 76,646 bilhões, com média diária de US$ 716,3
milhões, um incremento de 23,7% sobre o desempenho médio diário apresentado no
mesmo período de 2007. Na mesma comparação, observou-se um crescimento de 51,8%
nas importações brasileiras (US$ 67,607 bilhões).
Recorde
No mês de maio, devido à greve dos auditores fiscais, que causou atraso nos
embarques e desembarques de mercadorias, as exportações e importações tiveram
valor recorde. Na época da divulgação, o governo informou que esperava um
aumento maior das exportações a partir desse mês, o que ainda não se verificou
no começo de junho.
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