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BC indica que voltará a aumentar os juros para evitar alta da inflação
O Banco Central indicou que deve voltar a aumentar a taxa básica de juros do
país nos próximos meses para evitar uma alta generalizada da inflação. A
informação faz parte da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária do BC), divulgada nesta quinta-feira.
A ata do Copom é divulgada na semana seguinte à reunião que decide os rumos da
taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o BC elevou os juros de 11,75%
para 12,25% ao ano. Os economistas do mercado financeiro acreditam que a taxa
terminará o ano em 14%.
"O Comitê acredita que a atual postura de política monetária [o aumento dos
juros], a ser mantida enquanto for necessário, irá assegurar a convergência da
inflação para a trajetória das metas", diz o BC na ata.
O Copom avalia que o risco de um cenário inflacionário "menos benigno segue
elevado". Ou seja, ainda há riscos de que a inflação não termine o ano no centro
da meta, de 4,5%.
Segundo a diretoria do BC, todos os cenários de previsões econômicas indicaram
uma inflação acima desse patamar, caso os juros fossem mantidos em 11,75% ao
ano.
O BC destacou também o fato de o problema inflacionário estar ligado ao aumento
mundial de preços.
"Em particular, cabe à política monetária atuar para que impactos inicialmente
localizados sobre os índices de inflação, parcialmente derivados de ajustes de
preços relativos que ocorrem em escala global, não levem, por meio de uma piora
das expectativas, a uma deterioração persistente da dinâmica inflacionária", diz
o BC na ata.
Crédito
BC também já cita agora em crescimento mais moderado do crédito, embora diga que
ele deve continuar impulsionando a atividade econômica.
O Copom voltou a falar na possibilidade de alterar a política de aumento dos
juros no futuro, caso seja necessário.
"Evidentemente, na eventualidade de se verificar alteração no perfil de riscos
que implique modificação do cenário prospectivo básico traçado para a inflação
pelo Comitê neste momento, a estratégia de política monetária será prontamente
adequada às circunstâncias."
O BC passou a considerar nas suas expectativas o aumento do superávit primário
(economia que o governo faz para pagar os juros da dívida) que será utilizado no
Fundo Soberano do Brasil.
As projeções levam agora em conta a hipótese de cumprimento da meta de 3,8% do
PIB em 2008 e em 2009, incrementada em 0,5 ponto percentual para o fundo.
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