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Inflação é a principal ameaça à economia mundial, diz União Européia
da Folha Online
A Comissão Européia (o órgão executivo da União Européia) considerou nesta
segunda-feira a inflação sua principal preocupação econômica, após a divulgação
do índice de inflação em 12 meses até maio na zona do euro --que atingiu o novo
recorde de 3,7%.
Além da comissão, ministros das áreas de Finanças e Economia das principais
economias do mundo reunidos no Japão neste fim de semana alertaram para o efeito
que as altas de preços podem ter sobre o crescimento econômico mundial --mas a
reunião não resultou em planos ou medidas para acalmar os mercados financeiros
ou diminuir os protesto que têm ocorrido no mundo todo devido às altas dos
preços dos alimentos e da energia.
Neste domingo, o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, disse que a
economia mundial enfrenta a maior ameaça devido à inflação desde os anos 70, com
o choque do petróleo. "Não é um exagero dizer que o mundo encara a crise mais
grave desde o choque do petróleo nos anos 70, com os preços do petróleo, dos
alimentos e das matérias-primas disparando", afirmou.
Os ministros da União Européia também consideraram que a desvalorização do dólar
teve um papel na inflação. O encontro no domingo reuniu ministros dos EUA, do
Canadá, Japão, da França, Alemanha, Itália, Rússia e do reino Unido.
O preço do petróleo hoje atingiu um novo patamar recorde, indo para US$ 139,89
em Nova York. A queda do dólar impulsiona os preços pelo temor que provoca ao
tornar o barril da commodity mais acessível a novos compradores --o que
pressiona a demanda.
Nas últimas semanas, pescadores, agricultores e caminhoneiros em países como
Espanha, Holanda, Reino Unido, França e Coréia do Sul têm protestado contra o
aumento e o fim dos subsídios aos combustíveis em alguns países, refletindo a
disparada do petróleo.
A inflação é a maior preocupação para a Ásia, segundo o diretor-gerente do Banco
Asiático de Desenvolvimento, Rajat Nag.
Nos últimos dias, os presidentes do BCE (Banco Central Europeu) e do Federal
Reserve (Fed, o BC americano) têm alertado para os riscos de uma disparada da
inflação e sinalizaram que as taxas de juros podem vir a subir para conter esses
riscos.
Hoje o membro do conselho do BCE Nout Wellink disse que manter a estabilidade de
preços na zona do euro é a principal tarefa do banco, depois de ver o índice de
inflação divulgado hoje.
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