|
|
Arrecadação de impostos cai em maio, mas bate recorde no ano
A arrecadação federal de impostos e tributos fechou os primeiros cinco meses do
ano em R$ 275,4 bilhões. O resultado é recorde e representa uma alta de 11,13%
sobre o mesmo período do ano passado, informou a Receita Federal nesta
quinta-feira.
Somente no mês de maio, foram arrecadados R$ 50,4 bilhões, uma queda de 16,26%
em relação ao resultado de abril. Na comparação com maio do ano passado, no
entanto, houve crescimento de 5,16%. O valor é recorde para os meses de maio.
Os impostos que mais caíram na comparação com o mês anterior foram o Imposto de
Renda Pessoa Física e Jurídica (-27,5%) e a CSLL paga pelas empresas (-41%).
Segundo a Receita, a queda nesse tipo de comparação é verificada todos os anos,
devido ao pagamento da primeira parcela do IRPF e IRFP/CSLL em abril.
Acumulado no ano
O imposto que mais subiu nos cinco primeiros meses do ano foi o IOF (Imposto
sobre Operações Financeiras), alvo de elevação em algumas de suas alíquotas no
início do ano como forma de compensar as perdas com o fim da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira).
Foram R$ 7,96 bilhões para os cofres públicos, aumento de 150% em relação aos
primeiros cinco meses de 2007. A maior parte desse valor veio da tributação das
operações de crédito com pessoas físicas, que passaram a ser tributadas em
janeiro deste ano.
Em termos absolutos, o aumento foi puxado pela arrecadação das empresas. O IRPJ
(Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido) renderam, respectivamente, R$ 38,8 bilhões (+22,14%) e R$ 18,5 bilhões
(+22%) para o governo.
A Receita vem atribuindo esses números à alta lucratividade das empresas e
bancos no último trimestre de 2007, que se refletiu na arrecadação no início
deste ano, principalmente no mês de janeiro. Vale lembrar que a alíquota da CSLL
sobre os bancos também subiu para compensar as perdas com o fim da CPMF.
O IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) cresceu 9,4% no ano e somou R$ 6,8
bilhões. Por fim, as receitas previdenciárias cresceram 12,8%, para R$ 69
bilhões.
|
|