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Dólar fecha abaixo de R$ 1,60, pela primeira vez desde 99; Bovespa avança 3,2%


da Folha Online


O dólar comercial foi trocado por R$ 1,592 na venda, em declínio de 0,68%, nas últimas operações desta quarta-feira. Trata-se da menor cotação desde 20 de janeiro de 1999, quando o preço da moeda americana atingiu R$ 1,59 no fechamento.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,710 (venda), estável sobre a taxa final de ontem.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 3,24%, aos 66.247 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,56 bilhões.

O Federal Reserve, o banco central americano, anunciou hoje a decisão de manter a taxa básica de juros dos EUA em 2% ao ano, conforme o esperado pelo mercado financeiro. A decisão não foi consensual: um dos diretores votou pelo aumento da taxa, algo esperado pelos analistas somente para a reunião de agosto. "Embora os riscos de baixa para o crescimento permaneçam, eles parecem ter diminuído um pouco, e os riscos para a inflação e as expectativas de inflação cresceram", avaliou o colegiado de diretores.

"Era somente uma questão de tempo para que o mercado rompesse esse patamar [de R$ 1,60]. Com a confirmação do Fed, deu mais força ainda [para esse movimento] e a taxa caiu bem. A questão é que o fluxo de recursos nesses dias está muito forte. Mesmo num período de saídas muito grande, em que várias empresas fazem remessas de lucros, o volume de entrada [de dólares] está alto", comenta Mauro Araújo, diretor da corretora Vision.

Juros futuros

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros ajustou para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,20% ao ano para 13,22%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,75% para 14,80%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,89% para 14,94%.

A inflação medida pelo IPCA-15 teve alta de 0,90% em junho ante 0,56% em junho. O consenso do mercado financeiro projetava variação de 0,78%. O IPCA-15 é visto como uma prévia do índice de preços (o IPCA) utilizado no regime de metas da equipe econômica.

O Banco Central revelou hoje que estima 25% de chances de que o IPCA (índice oficial de inflação, medido pelo IBGE) fique em 6,6% e 5,8% em 2008 e 2009. A meta de inflação para esses dois anos é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais. Há três meses, essa chance era estimada em apenas 4%.
 

 

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