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Greve dos Correios entra no 8º dia com adesão de mais um Estado
da Folha Online
A greve de funcionários dos Correios entra no oitavo dia nesta terça-feira com a
adesão de mais um Estado, segundo a Fentect (Federação Nacional dos
Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). A entidade
contabiliza 24 Estados (mais o Distrito Federal) paralisados, com a adição dos
trabalhadores do Mato Grosso à paralisação.
A assessoria de imprensa da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) informa
adesão à greve em 20 Estados, além do Distrito Federal, mas admite oscilação no
número, em baixa escala. O balanço das assembléias e o ponto dos trabalhadores,
segundo a assessoria de imprensa dos Correios, indicam atividade em Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Espírito Santo (com menos de 1% paralisados), Tocantins,
Amapá e Roraima. Segundo a empresa, 35% dos carteiros de todo o Brasil estão de
braços cruzados.
Segundo a assessoria dos Correios, a empresa faz um levantamento hoje sobre as
unidades de atendimento que estão cumprindo a determinação do TST (Tribunal
Superior do Trabalho) de que pelo menos 50% dos funcionários dos Correios
retomem o trabalho, sob pena de multa diária de R$ 30 mil. As informações
poderão ser repassadas ao TST após avaliação dos números pela empresa.
Marcelo Justo/Folha Imagem

Com uma semana da greve nos Correios, há mais de 50 milhões de objetos parados
José Gonçalves, um dos representantes da Fentect (Federação Nacional dos
Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) no comando de
greve, afirmou que a categoria deu início ontem a um recurso em que pede a
suspensão da liminar do TST.
Segundo Gonçalves, da Fentect, a entidade busca a "interlocução com governo e
parlamentares". "Estamos pedindo que o presidente Lula intervenha na negociação,
já que foi intermediador do acordo [do final do ano passado]. A partir de amanhã
vamos acampar em Brasília", disse o sindicalista.
O último levantamento dos Correios, realizado no final da tarde de ontem, aponta
que mais de 50 milhões de objetos não chegaram ao destinatário desde o início da
greve.
Reivindicação
A categoria reivindica, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores
em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o cumprimento integral de um
acordo assinado em novembro de 2007. Os principais pontos não cumpridos seriam a
incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do
plano de carreira e participação nos lucros.
Por sua vez, os Correios afirmam que o compromisso foi cumprido e mantêm o
posicionamento de cortar o ponto dos grevistas.
Por meio de nota divulgada na segunda-feira, os Correios afirmam que "a ECT
empenhou todos os esforços no sentido de atender as reivindicações de seus
empregados". "Os Correios contam, agora, com o bom senso de seus empregados para
que retornem ao trabalho, mantendo os interesses da sociedade acima dos
interesses pessoais."
Conciliação
Na manhã de ontem (7), a audiência de conciliação entre o sindicato e os
Correios foi suspensa sem uma definição sobre a greve.
O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs intermediar
pessoalmente a negociação mediante a volta de todos os funcionários da empresa
ao trabalho. Duas reuniões semanais, de acordo com a proposta, seriam realizadas
até o fim de julho entre as partes. Porém, Correios e sindicalistas não chegaram
a um acordo, e a audiência no TST será retomada no próximo dia 15.
A falta de acordo sobre o fim definitivo da greve manteve a liminar do TST, que
determina que pelo menos 50% dos funcionários dos Correios retomem o trabalho.
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