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Dólar fecha em baixa, a R$ 1,60; Bovespa segue em alta


da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) segue em alta nesta sexta-feira, apesar da sessão apontar instabilidade devido ao pessimismo visto no mercado americano. A alta nos preços das commodities ajuda a elevar o preço da ação de algumas das principais empresas listadas no país, mas os temores sobre o aprofundamento da crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") nos Estados Unidos não permite que a Bolsa paulista se firme em terreno positivo.

Já o dólar comercial fechou com recuo hoje, seguindo o movimento da ante outras divisas. A moeda americana fechou a R$ 1,602, com recuo de 0,55%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo fechou estável, a R$ 1,72. O Banco Central comprou dólares ao final das negociações, com taxa de corte de R$ 1,6014.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, opera com ganho de 0,41%, aos 60.498 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,28 bilhões, com cerca de 190 mil negócios realizados.

Os títulos das Petrobras são os principais sustentadores da alta na Bovespa. Os papéis preferenciais da petrolífera avançam 1,77%, enquanto que as ordinárias ganham 1,46%.

Essas empresas são beneficiadas com a alta dos preços das commodities. O petróleo, por exemplo, voltou a subir e bater o recorde histórico de preço em Nova York. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo WTI para entrega em agosto subiu 2,42%, a US$ 145,08.

Com os ganhos, a Bovespa se descola do desempenho ruim nas Bolsas americanas. Além do próprio preço do petróleo, o mercado acionário americano sofre com os temores de falta de liquidez nas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

Devido aos problemas com as empresas, que securitizam hipotecas na ordem de US$ 5 trilhões, as ações dos principais bancos dos EUA também recuam e ajudam a levar os principais índices para o sinal negativo.

O índice Dow Jones opera com perda de 0,83%, enquanto que o Nasdaq Composite está em baixa de 0,53%.

O mercado também ficou apreensivo com a divulgação dos resultados do conglomerado industrial e de serviços americano General Eletric. O grupo teve lucro de US$ 5,07 bilhões no segundo semestre, ou US$ 0,51 por ação, com recuo de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Foi menos do que o mercado esperava (US$ 0,54 por ação).

Já a balança comercial americana trouxe um pouco de alento ao mercado. O déficit comercial do país recuou em maio para US$ 59,8 bilhões, ante US$ 60,5 bilhões em abril. Os analistas esperavam um déficit de US$ 62,2 bilhões.

No Brasil, outro destaque no pregão é o desempenho das ações da petrolífera OGX e da mineradora MMX, que pertencem ao grupo EBX, de Eike Batista. A MMX foi envolvida hoje na Operação Toque de Midas, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades na concessão da Estrada de Ferro do Amapá à MMX.

Devido ao problema, os papéis ordinários da MMX recuam 9,59%, e as da OGX perdem 10,06%.


 

 

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