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Clientes do IndyMac fazem fila para sacar dinheiro
da Efe, de Los Angeles
Centenas de clientes do IndyMac fizeram fila nesta segunda-feira, na sede do
banco em Pasadena, no Estado da Califórnia, para retirar suas economias, depois
que o governo dos Estados Unidos interveio na entidade bancária na sexta-feira
passada, informou a imprensa local.
Cerca de trezentas pessoas chegaram horas antes da abertura das portas para
tirar seu dinheiro do banco, que retomou suas atividades hoje com o nome de
IndyMac Federal Bank e nas mãos da FDIC (Sociedade Federal de Seguro de
Depósito, na sigla em inglês), uma agência pública.
A FDIC interveio na entidade na sexta-feira depois que os cofres do banco se
esvaziassem.
"Diante das circunstâncias, não faz sentido seguir sendo cliente daqui", disse
Glenn Schlundt à imprensa.
Fuga
Os clientes do banco já haviam retirado US$ 1,3 bilhão desde 27 de junho diante
das dúvidas sobre a solidez das contas do banco, que tinha uma bolsa muito ampla
de hipotecas de baixa qualidade.
As 33 filiais do IndyMac, todas no sul da Califórnia, operarão hoje de forma
rotineira, segundo a FDIC, que congelou, no entanto, as linhas de crédito que
utilizam valores imobiliários como garantia.
Trata-se da segunda maior quebra bancária da história dos Estados Unidos e é a
quinta entidade a falir este ano devido à escalada da inadimplência e à execução
de empréstimos imobiliários, especialmente no setor das hipotecas --subprime.
A FDIC afirmou que os caixas automáticos funcionaram com normalidade durante o
fim de semana.
No entanto, alguns clientes disseram ter tido problemas.
Julie Sarkissian prepara-se para abrir um restaurante em Pasadena e assinalou
que o banco de um de seus provedores lhe disse que demoraria um mês e meio para
depositar o dinheiro de um cheque do IndyMac.
Seguro
Os clientes com contas de até US$ 100 mil terão acesso hoje a todo seu dinheiro,
por estar assegurado pela FDIC.
As aproximadamente 10 mil pessoas que tem mais que essa quantia na conta
bancária poderão retirar só 50% acima dos US$ 100 mil.
A FDIC devolverá todos os fundos só se a venda de ativos do IndyMac gerar
recursos suficientes para ressarci-los.
O contribuinte americano também perderá, pois a intervenção da entidade custará
ao erário entre US$ 4 bilhões e US$ 8 bilhões, segundo cálculos da FDIC.
O IndyMac perdeu quase US$ 615 milhões em 2007 e mais de US$ 184 milhões no
primeiro trimestre deste ano, principalmente por seus maus investimentos em
hipotecas.
Desde janeiro o banco era observado pela FDIC, que pretende devolver a entidade
a mãos privadas em 90 dias.
Bolsa
A entidade reguladora das bolsas de Nova York suspendeu hoje a negociação das
ações do IndyMac, depois que seus papéis chegaram a cair mais de 57% durante o
pregão.
Em comunicado, o órgão regulador explicou que o preço das ações do IndyMac é
"anormalmente baixo" e lembrou que em 11 de julho fecharam a US$ 0,28 cada uma,
o que equivale a um valor de mercado do banco de US$ 28,2 milhões.
Antes da suspensão, os papéis do IndyMac eram negociados a US$ 0,12 cada, o que
supõe uma queda de US$ 0,16 (57,14%) em relação ao valor de fechamento da semana
passada.
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