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Brasil terá colapso aéreo com aumento de passageiros na Copa-2014, diz Abag
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
O Brasil pode viver, em 2014, o maior colapso do setor aéreo com a realização da
Copa do Mundo. A previsão é que o número de embarques dobre no país durante o
mês do campeonato, segundo a Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).
Segundo estimativas da entidade, cerca de 500 mil turistas estrangeiros devem
vir ao Brasil assistir aos jogos em 2014. Se, em média, esse torcedores
assistirem a jogos em quatro cidades diferentes, os embarques devem chegar a 4
milhões --número atual registrado no país, sem eventos extraordinários.
Rafael Andrade/Folha Imagem

Pista do aeroporto Santos Dumont, no Rio
Segundo a Fifa, o país que sediar a Copa deve realizar os jogos entre oito e dez
cidades. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), por sua vez, insiste em
dividir as partidas em 12 cidades, das 18 sugeridas, nas cinco regiões do país.
Rui Thomas de Aquino, presidente da Abag, afirmou que a entidade está preocupada
com a malha aeroportuária e sua condição de atender ao aumento de demanda. "Não
há infra-estrutura e estamos super atrasados. Não há nenhuma possibilidade de
construir um aeroporto em menos de três anos. A partir desse tempo, depende de
vontade política, mas pode levar até oito anos", afirmou.
O vice-presidente da entidade, Adalberto Febeliano, afirmou que a maior parte da
infra-estrutura do país é da época da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). "Nossa
infra-estrutura não vai suportar. Haverá um colapso no setor aéreo", disse.
Para minimizar a crise, Aquino afirmou que seria preciso um aeroporto na região
metropolitana de São Paulo, construir uma segunda pista no aeroporto Viracopos
(Campinas) e fazer adaptações nos aeroportos de Brasília, Belo Horizonte e no
Galeão, no Rio, para aceitar aviação geral e executiva, como mais espaço e mais
hangares.
Aquino defende que a iniciativa privada construa um aeroporto, com concessão ou
permissão do governo. Ele afirmou que algumas empresas de construção já teriam
estudos sobre locais onde a construção seria possível. "Estamos muito
preocupados, assumimos um compromisso e podemos passar vergonha na Copa",
afirmou.
Para o executivo, assim que o governo apontar, as empresas aéreas também devem
fazer seus planos para dar conta dos passageiros extras no mês do campeonato.
As 18 cidades indicadas para receber jogos da Copa são: Belém (PA), Belo
Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR),
Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM),
Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife/Olinda (PE), Rio Branco (AC), Rio de
Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
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