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Com juros em alta, dívida pública interna cresce para R$ 1,247 tri em junho
A dívida pública federal interna em títulos públicos voltou ao subir em junho,
puxada pelo efeito dos juros mais altos nas contas do governo.
O valor chegou a R$ 1,247 trilhão no final do primeiro semestre, uma alta de
0,62% em relação a maio. O impacto dos juros na dívida foi de R$ 13,9 bilhões no
mês.
Parte desse valor foi compensado pelo resgate líquido de R$ 6,2 bilhões
realizado no mês. O resgate líquido é a diferença entre o valor da emissão de
títulos (R$ 24,5 bilhões) e os resgates totais (R$ 30,7 bilhões).
Trata-se do segundo mês seguido de alta na dívida por causa dos juros.
Dívida externa
A dívida pública total em títulos, que inclui também a externa, passou de R$
1,337 trilhão em maio para R$ 1,343 trilhão em junho, uma alta de 0,47%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal total
irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A dívida pública externa caiu 1,50% no mês, para R$ 96,1 bilhões (US$ 60,4
bilhões). A redução se deve à valorização do real em relação às moedas
internacionais que compõem a dívida.
Custo
A alta da taxa Selic, que já subiu neste ano de 11,25% a.a. para 13% ao ano,
também aumentou o custo da dívida. Nesse caso, houve impacto também da inflação,
já que parte dos títulos do governo está indexada a índices de preços.
O custo médio da dívida interna aumentou de 14,20% ao ano em maio para 14,45%
a.a. em junho, devido à maior variação da taxa Selic e do IGP-M.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,72% ao ano para
12,91% a.a., puxado pela maior variação dos índices de preços na comparação
entre junho de 2007 e 2008.
Perfil
A parcela de títulos prefixados na dívida interna subiu de 34,30% em maio para
34,77% em junho, devido à emissão líquida de R$ 4,4 bilhões desses papéis. A
meta do governo é chegar a, pelo menos, 35%.
A participação dos indexados à taxa Selic caiu de 35,42% em maio para 34,46% em
junho. O governo pretende reduzir o percentual para, no máximo, 30% até o fim do
ano.
A parcela dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, subiu de
27,37% para 27,90%, dentro da meta do Tesouro Nacional.
O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses piorou e
caiu de 28,30% para 27,41%.
O prazo médio da dívida interna subiu de 38,84 meses para 39,07 meses. No caso
da dívida total, passou de 41,17 meses para 41,28 meses (a meta é alcançar entre
42 meses e 46 meses).
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