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Ministro nega que aumento de juros irá reduzir investimentos


O ritmo de investimentos anunciados pelas empresas privadas no país não será reduzido no curto prazo por conta do aumento da taxa básica de juros, promovido pelo Banco Central na semana passada. A afirmação é do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que garante que empresas continuam negociando com a Pasta mais investimentos para serem anunciados até o fim do ano.

"Os investimentos continuam sendo anunciados normalmente. Nem mais, nem menos que antes do aumento da taxa de juros", afirmou Jorge.

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), realizada na quarta-feira (23), o BC aumentou a taxa Selic em 0,75 ponto percentual atingindo 13% ao ano. Segundo Miguel Jorge, a previsão é que no próximo encontro do Copom a taxa básica de juros seja novamente elevada.

"Todo mundo sabia que o Banco Central aumentaria os juros. Poucos os brasileiros não imaginam que o Banco Central não aumente os juros na próxima reunião do Copom", disse o ministro.

Nesta segunda-feira, Miguel Jorge participou de almoço promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), em São Paulo, para explicar a nova política industrial do governo federal, anunciada em maio deste ano. A Política de Desenvolvimento Produtivo, como é oficialmente chamada, quer ampliar as exportações com desoneração tributária em investimentos e aumento de produção.

Miguel Jorge, que já trabalhou no setor privado, afirmou que se as empresas não concordassem com a política de juros do governo cancelariam os investimentos a qualquer momento.

"Elas [as empresas] estão investindo porque acham que esse crescimento vai continuar. As empresas sabem que esse aperto monetário é momentâneo, tem um período para ser feito e que depois que os efeitos tiverem acontecido [queda da inflação], nós voltaremos a ter redução de juros", disse.

Mais investimentos

Durante o discurso no Ibef, Miguel Jorge revelou que uma montadora de caminhões irá anunciar em breve investimentos para expansão da produção no país. Sem revelar mais detalhes, o ministro disse apenas que pode ser Volvo, Mercedes-benz ou Scania.

Segundo o ministro, as negociações foram concluídas na sexta-feira (25), após reunião dele com a empresa e representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Em junho, a Volkswagen Caminhões anunciou que vai investir R$ 1 bilhão até 2012 nas operações da empresa, em Resende, no Rio de Janeiro.

Inflação

Segundo o ministro do Desenvolvimento, o combate a inflação é prioridade para o governo federal, que poderá utilizar outros instrumentos para conter o aumento de preços além da taxa de juros.

Apesar de não declarar oficialmente, ficou claro nas palavras do ministro que o governo pode modificar a política de crédito para conter a inflação.

 

 

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