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Reajustes ao funcionalismo público terão impacto de R$ 11,5 bi, estima Bernardo
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) estimou nesta terça-feira que os quatro
reajustes para o funcionalismo público previstos pelo governo terão impacto de
R$ 11,5 bilhões/ano no orçamento do governo.
Ainda esta semana, o governo deverá mandar ao Congresso duas medidas provisórias
que darão aumento salarial a 350 mil funcionários públicos de 54 categorias. O
aumento para esse grupo completa o ciclo de reajustes a 1,7 milhão de
funcionários, iniciado com os aumentos, já aprovados, para o funcionalismo
militar e civil.
"Os textos já estão na Casa Civil. São medidas extensas e complexas. Vamos
mandar para o Congresso provavelmente essa semana", afirmou bernardo, após
participar de almoço promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de
Finanças), no Rio.
Para o ministro, um impacto de R$ 11,5 bilhões é "muita coisa em qualquer
lugar". Ele, no entanto, defendeu o reajuste, salientando que o governo quer
valorizar categorias com formação curricular mais elevada, citando o exemplo de
um pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que recebe pouco mais de R$ 4
mil mensais, e terá mais de 100% de reajuste, parcelados até 2011.
Este mês, a Câmara dos Deputados aprovou o texto da MP 431, que beneficia
800.512 servidores civis, dos quais 350.189 ativos, 271.114 aposentados e
179.209 pensionistas, além de 611.935 militares. O texto ainda será submetido ao
Senado.
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