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Cesta básica sobe em 14 de 16 capitais em julho, mas diminui força


da Folha Online


O preço da cesta básica subiu em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em julho, pelo terceiro mês consecutivo. A entidade aponta, no entanto, que a taxa de aumento, em geral, foi menor que a do mês anterior.

"Em julho, o comportamento dos preços dos produtos que compõem a cesta básica foi diferenciado, a depender do produto e da capital pesquisada. Nenhum item teve aumento de preço em todas as capitais e a taxa de aumento, em geral, foi menor que a de junho último", aponta o Dieese.

Conforme o levantamento semanal da cesta básica, somente Goiânia e Recife apuraram recuo, de 3,55% e 1,74%, respectivamente. Em três cidades os preços ficaram praticamente estáveis -- Natal (0,11%), Florianópolis (0,16%) e João Pessoa (0,24%). As maiores elevações foram registradas em Curitiba (7,35%), Salvador (5,45%) e Porto Alegre (5,09%).

Pelo terceiro mês consecutivo, o maior custo dos itens da cesta básica foi apurado em Porto Alegre (R$ 259,29), seguida pela capital paulista (R$ 252,13). João Pessoa (R$ 194,90) e Salvador (R$ 195,65) registraram os menores valores.

Nos últimos 12 meses (de agosto de 2007 a julho deste ano) todas as capitais pesquisadas apresentam variações expressivas, com a menor em Porto Alegre (29,02%) e as maiores em Fortaleza (52,48%), Belo Horizonte (52,13%) e Curitiba (45,55%). Nesta base de comparação, oito itens subiram em todas as capitais, enquanto o açúcar apresentou recuo nas 16 localidades.

Com a alta ocorrida na maioria das cidades, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas de uma família passou a corresponder, em julho, a R$ 2.178,30, o que representa 5,25 vezes o piso em vigor (R$ 415). Em junho, o mínimo necessário equivalia a R$ 2.072,70 (4,99 vezes o piso). Em julho de 2007, a relação entre o mínimo vigente e o necessário era menor que o atual --o valor de R$ 1.688,35 correspondia a 4,44 vezes o mínimo oficial (R$ 380).

Produtos

A carne bovina, produto de maior peso na cesta, foi o principal destaque entre os produtos cujos preços mais subiram, com aumento nas 14 cidades pesquisadas em julho. As elevações mais expressivas foram apuradas em Brasília (10,49%) e Salvador (7,95%). Em comparação com julho de 2007, todas as capitais tiveram alta no preço da carne --Belo Horizonte (60,30%), Brasília (42,69%), Curitiba (42,36%) e Aracaju (40,10%).

O preço do leite subiu em dez capitais, principalmente em Goiânia (4,97%), Salvador (4,57%) e Rio de Janeiro (2,06%). Em 12 meses, o leite teve aumento de até 26,21%, registrado em Salvador, mas apresentou recuo em duas localidades: Porto Alegre (-12,29%) e Belo Horizonte (-2,91%).

Segundo o Dieese, o feijão manteve a tendência já registrada em junho, com alta em 11 das 16 capitais pesquisadas. Os maiores aumentos ocorreram em Salvador (17,23%), Recife (10,75%), Aracaju (7,80%) e São Paulo (7,72%). O aumento anual do feijão continua como um dos mais expressivos entre todos os itens pesquisados: 91,15% em Belém e 173,86% em Florianópolis.

Outro produto que tem afetado o bolso do consumidor, o pão francês teve alta de preço em 11 cidades, em especial, Aracaju (4,30%), Brasília (3,66%) e Recife (2,21%). As quedas foram verificadas em Goiânia (-5,51%), Vitória (-0,71%), Belo Horizonte (-0,59%) e São Paulo (-0,16%). Na comparação com julho do ano passado a alta ocorreu em todas as 16 cidades, chegando a 33,82% em Recife e 33,60% em Belo Horizonte.

São Paulo

O custo da cesta básica na capital paulista foi de R$ 252,13 em julho, com um aumento de 2,81% em relação ao mês anterior. O valor registrado em São Paulo foi o segundo maior dentre as 16 capitais pesquisadas. Entre janeiro e julho, o aumento registrado para os produtos alimentícios essenciais é de 17,47%, enquanto na comparação com julho de 2007 a alta acumulada chega a 34,84%.

Dentre os 13 itens que compõem a cesta básica pesquisada em São Paulo, quatro apresentaram retração, dois ficaram estáveis e outros sete subiram, em julho. As reduções ocorreram para batata (-7,28%), manteiga (-1,51%), óleo de soja (-1,25%) e pão (-0,16%).

Os aumentos foram apurados para tomate (13,24%), feijão carioquinha (7,72%), banana nanica (3,49%), carne bovina de primeira (2,56%), açúcar refinado (1,74%), farinha de trigo (1,08%) e café em pó (0,67%).
 

 

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