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Serviços de telecomunicações ficarão mais caros com separação de empresa, diz Oi
O presidente da Oi, Luiz Falco, apresentou hoje números que comprovam que o
consumidor pagará mais por serviços de telecomunicações caso seja aprovada a
proposta da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que obriga as empresas
de telefonia fixa a criarem uma nova empresa para o serviço de banda larga.
A proposta faz parte do novo texto do PGO (Plano Geral de Outorgas) que está em
análise na agência.
Segundo Falco, no caso da Oi, levando em consideração o reajuste deste ano, as
tarifas da telefonia fixa ficariam 43% mais caras. O valor cobrado pelo acesso à
banda larga no Rio de Janeiro, por exemplo, ficaria 10,5% maior. No total, a Oi
gastaria R$ 3,5 bilhões a mais até 2025 somente com impostos.
"Não vemos o que traz de bom na separação, mas vemos um monte de coisa que traz
de ruim", disse.
Falco disse ainda que hoje a contabilidade das empresas já é feita de maneira
separada, o que dá transparência aos valores cobrados. O principal argumento dos
defensores da separação é que ficaria claro os preços cobrados pelas teles fixas
para o acesso de suas redes por empresas de internet e, assim, essas empresas
cobrariam os mesmos valores para os seus concorrentes.
"Você falar que uma empresa faz contabilidade errada é forte. Nenhum país que
faz separação contábil faz separação empresarial", completou.
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