|
|
Bolsas européias sobem com valorização do dólar e queda do petróleo
da Folha Online
As Bolsas européias fecharam em alta nesta sexta-feira, com a queda expressiva
no preço do petróleo e o ligeiro avanço do dólar diante do euro, superando o
pessimismo com o resultado da gigante americana do setor hipotecário Fannie Mae.
A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,21%, com 5.489,20 pontos; a Bolsa de
Paris teve alta de 0,77%, ficando com 4.491,85 pontos; a Bolsa de Frankfurt
subiu 0,28%, para 6.561,65 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 0,70%, para 408,52
pontos; e a Bolsa de Zurique teve ganho de 1,11%, indo para 7.262,10 pontos. A
exceção do dia foi a Bolsa de Milão, que teve ligeira variação negativa de
0,07%, fechando com 22.252 pontos.
O índice FTSEurofirst 300 --que reúne as ações das principais empresas
européias-- fechou em alta de 0,8%, com 1.199,02 pontos. O índice teve ganho
acumulado de 3% na semana, mas ainda registra perda de mais de 20% no ano.
Hoje o euro perdeu terreno diante do dólar: a moeda européia foi negociada hoje
em Frankfurt a US$ 1,5033, contra US$ 1,5377 na quarta-feira (6). O BCE (Banco
Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,5074.
Com o ganho do dólar frente ao euro, o preço do petróleo chegou a recuar para um
mínimo de US$ 115,61. Também contribuiu para o recuo no preço da commodity a
relativa calma dos investidores quanto a questões geopolíticas, como a tensão
entre o Irã e o grupo dos Seis (os cinco países que compõem o Conselho de
Segurança da ONU e a Alemanha), sobre o programa nuclear do país persa.
O dólar encontrou espaço para valorização depois de o BCE e o Banco da
Inglaterra (BC britânico) manterem suas taxas de juros nesta semana. Com o
Federal Reserve (Fed, o BC americano) tendo interrompido as quedas em sua taxa
(atualmente em 2% ao ano) na reunião desta semana e na de junho, a moeda
americana encontrou espaço para avançar.
As ações das empresas automobilísticas e de produtos de luxo se beneficiaram do
aumento dólar; os destaques do dia foram os papéis da Daimler (+3,9%), da BMW
(+6,5%); da Peugeot (+4,3%) e da Renault (+4,6%). O índice DJ Stoxx para o setor
automobilístico europeu subiu 3,4%.
Hoje nos EUA a Fannie Mae anunciou um prejuízo de US$ 2,3 bilhões no segundo
trimestre deste ano, mais de três vezes maior do que o esperado pelos analistas.
A empresa --que é patrocinada pelo governo americano e é uma das pilastras de
sustentação do refinanciamento imobiliário do país ao lado de sua "irmã gêmea"
Freddie Mac-- é uma das que mais sofreram com a crise do crédito imobiliário de
alto risco ("subprime"). As duas empresas detêm ou garantem US$ 5,2 trilhões de
créditos hipotecários, ou seja cerca de 50% do fluxo do crédito imobiliário
americano.
Na quarta-feira, a Freddie Mac também anunciou prejuízo acima do esperado no
trimestre. Suas perdas foram de US$ 821 milhões.
O setor bancário permanece volátil: hoje o Royal Bank of Scotland (RBS) informou
que teve um prejuízo líquido de 761 milhões de libras (US$ 1,463 bilhão) no
primeiro semestre. Os papéis do banco subiram, no entanto (+3,2%), já que os
resultados superaram as expectativas. As ações do suíço subiram 1,2% e as do
Deutsche Bank subiram 1%. Já as do Société Générale caíram 0,4% e as do Lloyds
TSB caíram 0,2%.
No setor farmacêutico as ações da Sanofi-Aventis subiram 4%; as da Novartis
subiram 1,3%; e as da Roche ganharam 1,7%.
|
|