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Demanda por petróleo nos EUA tem maior queda em 26 anos


da Efe


A demanda por petróleo nos Estados Unidos caiu em 800 mil barris por dia, em média, no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo os dados divulgados hoje pela AIE (Administração de Informação de Energia), trata-se da maior queda em volume registrada nos últimos 26 anos.

Em seu relatório mensal sobre estimativas, a AIE afirma que a queda na demanda foi provocada pela desaceleração econômica dos Estados Unidos e pelo impacto dos preços altos do petróleo.

Por outro lado, outro relatório, a AIE (Agência Internacional de Energia) constatou um forte aumento da oferta global de petróleo em julho, que aumentou em 890 mil barris diários, para 87,8 milhões de barris. A organização, que representa os interesses dos países industrializados membros da OCDE, manteve inalterada sua previsão de demanda mundial de petróleo para 2008, em 86,9 milhões de barris diários (0,9% a mais a respeito de 2007).

Os dois elementos indicam que as tensões no mercado continuam diminuindo, mas o conflito militar no Cáucaso, principal via de passagem para o petróleo do mar Cáspio, representa um risco para o abastecimento energético da Europa.

Para 2009, a AIE também eleva ligeiramente a previsão de demanda mundial para 2009, que passaria para 87,8 milhões de barris (1,1% a mais a respeito de 2008), o que representa mais 70 mil barris diários. O crescimento será impulsionado, principalmente, pelos países não membros da OCDE.

A AIE constata que o preço do barril de petróleo caiu US$ 30 entre o máximo alcançado em meados de julho e o início de agosto, influenciado pelo aumento da oferta, uma demanda mais fraca dos países da OCDE e o fato de que os primeiros furacões da temporada nos Estados Unidos passaram sem causar danos.

Oferta

Sobre a oferta de petróleo, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que fornece 40% do petróleo mundial, aumentou em 145 mil barris diários sua extração, para 32,8 milhões de barris em julho.

O principal produtor mundial, a Arábia Saudita, produziu no mês passado 9,55 milhões de barris, o que representa 100 mil barris diários a mais que em junho.

 

 

 

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