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Faturamento de micro empresas cai 1,5% no primeiro semestre, aponta Sebrae
Levantamento do Sebrae-SP, divulgado nesta quarta-feira, aponta que o
faturamento das MPEs (micro e pequenas empresas) do Estado registrou queda de
1,5% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2007,
já descontado a inflação. A receita total no período foi de R$ 128,5 bilhões.
O recuo no setor da indústria chegou a 6,1%, seguido dos serviços com retração
de 3,2%. O comércio foi o único setor com desempenho positivo no período, com um
aumento no faturamento de 1,2%.
Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o Sebrae-SP afirma que o
aumento do faturamento de 5,6% maior em junho ante o mês anterior sinaliza uma
reversão positiva para o segundo semestre. "Isso já é um indício de retorno à
trajetória de crescimento, possivelmente associado aos primeiros pedidos do
final do ano", analisa o coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê.
O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, reviu a as projeções
feitas para 2008 e afirma que o resultado não será "tão bom quanto estavam
projetando". "Mas ainda assim o segmento das micro e pequenas empresas deve
fechar com desempenho igual ao do ano passado --alta de 4% do faturamento real
em comparação com 2006-- ou com uma pequena alta em termos de vendas".
Segundo Tortorella, o primeiro semestre foi prejudicado pela inflação mas nos
próximos seis meses o impacto da alta dos preços será menor para as pequenas
empresas.
Empregos
Segundo o Sebrae-SP, o nível do pessoal ocupado em São Paulo apresentou variação
positiva de 3,5% no primeiro semestre contra o mesmo período do ano passado. O
setor que apresentou maior taxa de crescimento na remuneração dos empregados foi
o comércio, com aumento de 4,4%, seguido pelos serviços, que pagou salários e
gratificações 3,5% maiores que os seis primeiros meses de 2007.
De acordo com Bedê, em média, as empresas estão se tornando mais enxutas em
termos de pessoal, pois, embora o rendimento por empregado esteja aumentando, o
gasto total das empresas com folha de salários está apresentando uma redução.
"Mais empresas estão sendo abertas, mas em média, as empresas novas são cada vez
menores em termos de pessoal. Assim, o número total de empresas e de empregados
cresce no setor dos pequenos negócios, e verificamos uma redução do porte médio
dessas empresas", analisa o coordenador.
A maior queda do gasto médio com folha de salários foi verificada no setor de
serviços, com queda de 8,8%, seguido da indústria, com redução de 3,8%, e no
comércio, com menos 1,7%.
Expectativas otimistas
O levantamento verificou que os empresários paulistas das MPEs estão mais
otimistas em relação ao próximo semestre. Segundo a pesquisa, 45% dos
empresários ouvidos em julho esperam faturar mais nos próximos seis meses,
aumento de 10 pontos percentuais em relação a junho.
O cenário para a economia brasileira no segundo semestre também é positivo para
os empresários, já que 43% dos entrevistados em julho esperavam uma melhora da
economia brasileira nos próximos seis meses, sobre 33% no mês de junho, diz o
Sebrae-SP.
"A melhora nas expectativas dos empresários pode ser atribuída à movimentação
que já se detecta na economia para atender as vendas de final de ano,
particularmente no setor da indústria", explica Bedê.
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