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Supermercados perdem R$ 2,93 bi com quebras e furtos de produtos


Os supermercados brasileiros tiveram perdas de R$ 2,93 bilhões, principalmente, com quebras operacionais e furto de mercadorias em 2007. Segundo pesquisa da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), divulgada nesta quarta-feira em parceria com a Fia (Fundação Instituto de Administração), o prejuízo representa 2,15% do faturamento do ano passado do setor, que foi de R$ 136,3 bilhões.

O índice registrado em 2007 mostra um aumento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando as perdas somaram quase R$ 2,4 bilhões, atingindo 2,6% do faturamento. Em 2005, o índice médio de perdas foi de 2,05% e, em 2004, de 1,78%.

"O crescimento do varejo no ano passado foi muito forte. Muito provavelmente as medidas de prevenção de perdas não caminharam na mesma velocidade", afirmou o coordenador da pesquisa e presidente da Fia, Claudio Felisoni. Para ele, um índice satisfatório de perdas está entre 1,5% e 2% do faturamento.

De acordo com o levantamento realizado com 28 empresas (sendo que 20 delas responderam o questionário) responsável por 55% do faturamento bruto do ranking da Abras, 43,2% das perdas ocorreram por quebra operacional --logística e movimentação de mercadorias--, 21,4% por furto interno --funcionários-- e 15,9% furto externo --clientes. As perdas por erros administrativos, com 12,3%, fraude de fornecedores, 6,4%, e 0,8% outros complementam a lista.

Os produtos perecíveis foram responsáveis por 56% das perdas totais em 2007, e os não-perecíveis por 44%. Em 2006, os perecíveis representaram 58%.

"O índice de 43,2% de quebras operacionais mostra um grande espaço para ações de gerenciamento de perdas", disse Felisoni. Segundo ele, 82,1% das empresas consultadas informaram que possuem áreas de prevenção de perdas e investiram, em média, 0,5% do faturamento líquido no programa.

"É cada vez mais importante a conscientização de todos --supermercados, consumidores e sociedade-- para que haja uma diminuição das perdas do setor. Para os supermercadistas, é algo crucial, pois as perdas impactam diretamente na lucratividade do segmento", afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda.

 

 

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