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Bancários protestam contra demissões
de 400 no Santander-Real
Bancários do Santander e do Real protestaram nesta
sexta-feira contra cerca
de 400 demissões informadas pela entidade ao Sindicato
dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região.
Além de faixas, os manifestantes levaram ao ato uma
galinha, para
representar o que chamaram de "a galinha dos ovos de
ouro", expressão usada
pelo Santander na compra do Real, realizada em 2007.
Sebastião Moreira/Efe

Protesto ocorreu em São Paulo, região com a maioria das
400 dispensas pelo
Santander
As dispensas ocorrem cinco meses após o início da fusão
das operações com o
Banco Real. Segundo o Sindicato, as dispensas são nos
centros
administrativos do Santander e do Real. Procurado pela
Folha Online, o
Santander informou que não se pronunciará.
De acordo com já mencionado pelo banco no passado, as
demissões não têm
relação com a crise, mas são resultado da fusão com o
Real.
Em outubro de 2008, o Santander anunciou seu plano
estratégico para
2008-2010, quando o presidente mundial, Emílio Botin,
afirmou que a
integração Santander-Real não era uma reestruturação,
mas um projeto de
crescimento, com a ampliação do número de agências em
400.
Somados, Santander e Real ficaram com pouco mais de 55
mil funcionários, 8
milhões de correntistas e 500 mil clientes pessoa
jurídica no Brasil.
Segundo a diretora do sindicato e funcionária do
Santander Rita Berlofa, a
situação é 'inadmissível'. 'É uma situação inadmissível,
principalmente para
um banco em excelente situação no Brasil e no mundo, que
anuncia 'sinergias
de integração que devem atingir R$ 2,7 bilhões'. Ou
seja, para os
banqueiros, brasileiros ou espanhóis, a fusão trará
ganhos, mas para os
bancários, pais e mães de família, sobra a tragédia do
desemprego', diz
Rita.
O presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino,
afirmou por meio de nota
que pedirá medidas do governo federal, como a
ratificação da Convenção 158
da OIT (Organização Internacional o Trabalho), que
proíbe dispensas
imotivadas em empresas lucrativas.
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