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Obama diz que crise pode chegar a
níveis sem precedentes
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse
nesta sexta-feira que a crise econômica em que se
encontra o país pode chegar a níveis sem precedentes e é
preciso agir rapidamente.
"Reconheço que ainda há algumas divergências sobre a
mesa (...) sobre detalhes em particular do plano. Acho
que o que unifica esse grupo é o reconhecimento de que
estamos passando por uma crises possivelmente sem
precedentes com a qual temos de lidar, e lidar
rapidamente", disse Obama, que se encontrou hoje com
líderes democratas e republicanos do Congresso.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos
EUA
O encontro ocorreu na Casa Branca, em Washington.
"Francamente, as notícias não têm sido boas. Cada dia
nos traz uma atenção maior sobre os problemas que
estamos enfrentando, não apenas com empregos, mas também
no sistema financeiro." Segundo o presidente, no
entanto, mesmo com as diferenças, os esforços para
aprovar o pacote parecem estar "a caminho".
O pacote deve ir à votação na quarta-feira (28) na
Câmara e daí seguirá para o Senado. A previsão é que a
aprovação sai até o dia 16 de fevereiro.
O presidente e os líderes congressistas se encontraram
para discutir o pacote de US$ 825 bilhões de estímulo à
economia. A medida foi proposta por Obama.
Na quarta-feira (21), o Comitê de Apropriações da Câmara
(que controla projetos de leis e de gastos públicos)
aprovou um pacote de US$ 358 bilhões, por 35 votos a 22,
para gastos do governo Obama. A aprovação foi vista como
um primeiro teste para a aceitação das medidas da
administração do democrata diante do cenário de recessão
em que o país se encontra desde dezembro de 2007.
O Comitê de Procedimentos (para questões fiscais e de
comércio) aprovou ontem US$ 275 bilhões em cortes de
impostos por 24 votos a 13 e o Comitê de Energia e
Comércio aprovou outros US$ 8,2 bilhões para a expansão
da rede de banda larga no país.
No último dia 7, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi,
disse que a aprovação do novo pacote de estímulo à
economia dos EUA precisa ser aprovado até meados de
fevereiro, sob risco de que a economia fique ainda mais
fraca e mais empregos sejam perdidos no país.
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