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Crise faz empresas demitirem mais de
50 mil no mundo nesta segunda; veja lista
da France Presse, em
Paris
Diversas empresas no mundo anunciaram cortes de empregos
por causa da crise econômica mundial nesta
segunda-feira, somando mais de 50 mil dispensas. O
principal corte foi o da norte-americana Caterpillar,
fabricante de máquinas do setor de construção, que
demitiu 20 mil funcionários.
"A crise financeira e bancária se acelerou no quarto
trimestre de 2008 e teve um impacto significativo no
crescimento econômico em geral, e nos setores aos quais
servimos no mundo todo", informou a Caterpillar, cujos
resultados são referência para estudar a evolução da
economia nos EUA.
Além disso, a também norte-americana do setor
telecomunicações Sprint Nextel planeja cortar cerca de
8.000 postos de trabalho no primeiro trimestre deste
ano, como parte de reduzir em US$ 1,2 bilhão seus gastos
anuais.
E a situação do mercado de trabalho nos EUA deve piorar
nos próximos seis meses, segundo pesquisa da Nabe
(Associação Nacional de Economia Empresarial, em inglês)
divulgada nesta segunda-feira. De acordo com a
associação, 39% dos economistas ouvidos preveem reduções
"significativas" no primeiro semestre deste ano, contra
32% registrados na pesquisa anterior, feita em outubro
do ano passado.
Na Europa, multinacionais e bancos internacionais
anunciaram nesta segunda-feira o corte de 17.200
empregos em todo o mundo. O maior corte foi anunciado
pelo gigante holandês do setor bancário ING, que vai
cortar 7.000 vagas.
Veja outras demissões importantes no cenário da crise
financeira global:
26 de janeiro: 20.000 demissões foram anunciadas pelo
fabricante de máquinas de obras americano Caterpillar;
8.000 pela operadora das telecomunicações americana
Sprint Nextel; 7.000 pelo especialista americano em
materiais e produtos de construção Home Depot; 7.000
pelo grupo de banco e seguro holandês ING; 6.000 pelo
grupo holandês da eletrônica Philips e 3.500 pela
siderúrgica anglo-holandesa Corus.
No Japão, Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi Motors,
Mazda e todos os outros construtores japoneses vão se
desfazer de cerca de 25.000 assalariados, terceirizados
ou com contratos temporários, em suas fábricas japonesas
daqui até março, segundo dados da agência de notícias
japonesa Jiji.
22 de janeiro: a Sociedade nacional de minas (Sonami) do
Chile anunciou que 12.000 empregos foram eliminados
entre setembro e dezembro de 2008. O gigante americano
da informática Microsoft anunciou a demissão de 5.000
funcionários, dos quais 1.400 imediatamente. O
fabricante de material eletrônico japonês Sony decidiu
acelerar o programa de demissões de 16.000 empregos
anunciado em dezembro.
21 de janeiro: a sueca Ericsson (telefonia móvel)
anunciou a demissão de 5.000 funcionários no mundo,
enquanto o grupo de mineração anglo-australiano BHP
Billiton, o maior no mundo, anunciou 6.000 e seu
concorrente Rio Tinto, mais de 2.300.
14 de janeiro: o fabricante de equipamentos do setor das
telecomunicações americano Motorola anunciou a demissão
de 4.000 empregos --são 17.000 desde janeiro de 2007. A
Associação dos produtores e importadores de automóveis
disse que 100.000 empregos do setor estavam em perigo na
Romênia.
8 de janeiro: o japonês TDK, de tecnologias de estocagem
informática, demitiu 8.000 funcionários no exterior.
6 de janeiro: o produtor americano de alumínio Alcoa
anunciou a demissão de 13.500 empregados no mundo, ou
seja 13% de seus efetivos.
21 de dezembro: o governo sul-coreano prevê 19.000
cortes de empregos públicos.
17 de dezembro: Valeo (equipamentos automotivos) cortou
5.000 empregos no mundo, dos quais 1.600 na França.
11 de dezembro: o sindicato patronal da indústria
farmacêutica (Leem) calculou que entre 5.000 e 6.000
demissões na França até 2010.
2 de dezembro: A General Motors anunciou demissões de
até 31.500 funcionários em três anos.
27 de novembro: A ArcelorMittal, primeiro grupo
siderúrgico mundial, previu a demissão de até 9.000
funcionários no mundo, dos quais 6.000 na Europa.
14 de novembro: o grupo de informática americano Sun
Microsystems anunciou de 5.000 a 6.000 demissões.
31 de outubro: A American Express demitiu 7.000
empregados, e a Whirlpool, fabricante de
eletrodomésticos, 5.000.
24 de outubro: o construtor de automóveis americano
Chrysler anunciou o corte de 5.000 postos.
22 de outubro: o grupo farmacêutico Merck previa 7.200
postos a menos daqui até 2011, dos quais 6.800
demissões.
9 de outubro: A Hewlett Packard anunciou 24.600
demissões no mundo.
8 de julho: A Siemens, terceira empresa alemã, anunciou
o fechamento de 16.750 empregos no mundo, dos quais
5.250 na Alemanha.
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