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Brasil fica em 3º em número de
empresas de alcance mundial entre emergentes
O Brasil é o terceiro na lista dos países
emergentes com empresas capazes de disputar em nível de
igualdade com outras gigantes internacionais. Segundo a
BCG (Boston Consulting Group), o país tem 14 empresas na
relação. Os dados constam de levantamento divulgado
nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos
(Suíça).
À frente do Brasil estão a China (com 36 empresas, entre
elas a siderúrgica Baosteel, a fabricante de veículos
Chery e a fabricante de computadores Lenovo) e a Índia
(com 20 empresas, entre elas seis ligadas ao
conglomerado Tata e a companhia Infosys Technologies).
As empresas brasileiras são: Camargo Corrêa, Coteminas,
Embraer, Gerdau, JBS-Friboi, Marcopolo, Natura,
Odebrecht, Perdigão, Petrobras, Sadia, Vale, Votorantim
e WEG.
A Camargo Corrêa entrou no ranking neste ano. "A Camargo
Corrêa é um dos maiores conglomerados do Brasil, com
atividades de construção e engenharia, calçados,
têxteis, infraestrutura, materiais de construção, e
imóveis", diz o documento. "A Camargo Corrêa dobrou de
tamanho entre 2005 e 2007, e a estimativa para suas
receitas no exterior é de um crescimento ainda mais
rápido."
A Rússia é o último dos Brics, com seis empresas. A
lista ainda tem três países latino-americanos: a
Argentina (com a Tenaris); o Chile (com a CSAV e a
Falabella); e o México (com sete empresas, entre elas a
América Móvil, do bilionário Carlos Slim).
"Segundo diversas medidas, alguns nomes da lista da BCG
já estão superando líderes já estabelecidos em seus
setores. As receitas dessas empresas cresceu 29% [em
dólares] entre 2005 e 2007, superando em muito as
empresas dos índices S&P 500, Nikkei 225 e DAX 30 [que
reúnem ações de algumas das principais empresas dos EUA,
do Japão e da Alemanha respectivamente]", diz a
pesquisa.
O relatório destaca, no entanto, que essas empresas "não
estão imunes em relação aos efeitos negativos da
desaceleração global". "Para lidar com custos
significativamente mais voláteis, as empresas estão
diversificando sua presença geográfica, melhorando o
desempenho de suas cadeias de fornecimento, melhorando a
produtividade, repassando custos quando possível e
buscando apoio dos governos."
"Apesar da crise, a maioria dessas empresas vai se
tornar cada vez mais competitiva no cenário
internacional", diz o documento.
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