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BNDES aprova maior financiamento de sua
história para a usina Jirau
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) aprovou nesta quarta-feira o maior financiamento
dado a um único projeto em sua história. O banco deu
sinal verde para um crédito de R$ 7,2 bilhões para a
usina hidrelétrica Jirau, que será erguida no rio
Madeira (RO).
O banco financiará 68,5% do total previsto para a
unidade. Pouco mais de R$ 3,6 bilhões serão liberados
diretamente pelo banco, e outros R$ 3,6 bilhões de forma
indireta, garantida por um pool de bancos -- Banco do
Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco BBI, Unibanco
e Banco do Nordeste.
Agência Brasil

Além da usina de Jirau, o complexo do rio Madeira (foto)
inclui usina Santo Antônio
A usina terá capacidade de geração de 3.300 MW (megawatts)
e faz parte do complexo do Rio Madeira, que contará
ainda com a hidrelétrica Santo Antônio, com potência de
3.150 MW. O BNDES já havia liberado R$ 6,1 bilhões para
Santo Antônio. A concessão para a construção das duas
hidrelétricas foi liberada no ano passado.
O financiamento será liberado em até seis meses para o
consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pelas
empresas Suez Energy, Eletrosul, Chesf e Camargo Corrêa.
O diretor de Infraestrutura do BNDES, Wagner Bittencourt,
estimou que o banco deverá liberar R$ 30 bilhões para
projetos nessa área. No ano passado, foram desembolsados
R$ 19 bilhões para projetos de infraestrutura. Ele
destacou que a demanda nesse segmento é cada vez maior,
e que não está diretamente relacionada à falta de
crédito no mercado.
"Temos uma demanda forte, que pode sim, ter impacto de
outros projetos que iriam para outros mercados. Mas a
maior parte da infraestrutura no país é apoiada pelo
BNDES", observou.
Conservador
Os R$ 30 bilhões previstos para a área de infraestrutura
são "muito conservadores", na avaliação de Bittencourt,
e os números finais poderão ficar acima desse patamar.
Os novos projetos da Petrobras, que receberão em torno
de R$ 25 bilhões do banco este ano, não estão incluídos
nessa conta.
Bittencourt disse ainda que o banco não vem percebendo
retração nos investimentos em infraestrutura, e que a
perspectiva para o primeiro semestre é que mais projetos
importantes recebam crédito.
"Nossa agenda está a mil por hora. A demanda por
financiamentos em infraestrutura tem crescido. Os
projetos no país são considerados de alta atratividade.
São bons projetos com baixo risco", argumentou.
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