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Lula se reúne com Embraer para tentar
reverter 4.000 demissões
A diretoria da Embraer se reúne nesta
quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
para discutir as mais de 4.000 demissões anunciadas pela
empresa em consequência da crise econômica
internacional. O governo tenta reverter as demissões
para evitar que a crise traga impactos diretos aos
trabalhadores.
Na semana passada, Lula se mostrou indignado com as
demissões ao lembrar que a empresa teve uma
capitalização por meio do BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social) --e, por esse
motivo, deveria ter prevenido o governo sobre as
demissões.
O desabafo do presidente ocorreu durante a reunião que
fez com os ministros da área social do governo, num
encontro que durou mais de cinco horas. No mesmo dia,
Lula acabou não recebendo os sindicalistas que o
aguardavam para conversar sobre as demissões na Embraer.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José
dos Campos (SP), Adilson dos Santos, e o
secretário-geral da Conlutas, Luiz Carlos Prates, foram
a Brasília buscar uma solução para o impasse gerado
pelas demissões. O encontro não estava previsto na
agenda oficial de Lula.
Apesar da irritação do presidente, reportagem da Folha
afirma que Lula sabia desde o dia 16 de fevereiro que a
Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de
pessoal. Segundo a reportagem, as demissões na Embraer
foram antecipadas pelo presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social do governo.
Participam do encontro nesta quarta-feira no Palácio do
Planalto o presidente da Embraer, Frederico Curado, o
ex-presidente da empresa Maurício Botelho, e o
vice-presidente, Horácio Forjaz. Da parte do governo,
além de Lula, estão presentes os ministros Guido Mantega
(Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Miguel Jorge
(Desenvolvimento) e representantes do BNDES.
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