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Noticias de economia



Combustíveis fazem inflação "oficial" acelerar em outubro

A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado como referência para a meta de inflação do País, acelerou em outubro para o maior patamar desde junho deste ano, mas a taxa em 12 meses foi a menor desde outubro de 2007. O indicador avançou 0,28% em outubro, ante alta de 0,24% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

A maior contribuição para cima do mês veio dos combustíveis, que subiram 1,74%, com contribuição de 0,08 ponto percentual, sendo 0,04 ponto do álcool e 0,04 ponto da gasolina. "O consumidor passou a pagar, em média, mais 10,61% pelo litro do álcool e 1,06% pelo litro da gasolina. A alta do álcool chegou a 14,64% na região metropolitana de São Paulo e 12,39% na região de Porto Alegre", afirmou o IBGE.

Os núcleos menores e o fato de a inflação estar em patamar baixo - anualizado fica inferior ao centro da meta - fez o mercado ver o número de outubro sem preocupação apesar da aceleração do índice cheio.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam avanço de 0,23%, segundo a mediana dos prognósticos de 30 instituições financeiras, que variaram de 0,19% a 0,30%.

"O IPCA confirma que a inflação no Brasil continua sob controle, o que está em linha com o balanço de riscos benigno que o BC (Banco Central) detalhou em seu relatório de inflação. Tal balanço de riscos não mudará dramaticamente nos próximos trimestres, nos fazendo manter um cenário benigno até 2011", disse Alexandre Lintz, estrategista-chefe no Brasil do BNP Paribas.

Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin, também ressaltou o cenário benigno, mas notou algumas pressões que precisam ser observadas nos próximos meses.

"Algumas pressões são claramente pontuais, como combustíveis e telefonia, que pegam reajustes que se dissipam nos próximos meses", afirmou Neto.

"Há também algumas pressões que podem ser duradouras, como vestuário, que tem uma parte sazonal, mas que se persistir, pode ser de demanda. Também artigos de residência, com a alta dos móveis... Não é nada preocupante, mas temos que observar nos próximos meses para ver se haverá uma intensificação."

Ele estima uma alta do IPCA de 4,30% neste ano e no próximo, abaixo do centro da meta perseguida pelo governo de 4,5%.

Pressões
O aumento da tarifa de telefonia fixa, de 0,50% em outubro contra 0,32% em setembro, também pressionou o IPCA.

Outros grupos que impactaram o índice foram Vestuário, com avanço de 0,64% em outubro contra 0,58% no mês anterior, e Artigos de Residência, com alta de 0,38% ante queda anterior de 0,03%. Os custos dos móveis subiram 0,34%.

Os preços do grupo Alimentação e bebidas caíram em ritmo menor, em 0,09% no mês passando versus recuo de 0,14% no anterior.

No ano até outubro, o indicador acumulou alta de 3,5% e em 12 meses tem elevação de 4,17%, a mais baixa em dois anos.



 

 

 

 

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