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Noticias de economia
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Abastecimento de álcool pode levar 4 meses para
normalizar
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou
nesta terça-feira que o mercado de etanol, que tem
enfrentado problemas de abastecimento em alguns Estados,
deve levar de 90 a 120 dias para ser normalizado. Até
lá, na maioria dos Estados brasileiros, a gasolina deve
continuar sendo vantajosa para quem tem veículos flex.

Stephanes disse que o problema foi causado pelo excesso
de chuvas no período de colheita, que obrigou os
produtores a deixar mais de 60 milhões de t de
cana-de-açúcar sem cortar. Ele ressaltou, entretanto,
que apesar da adversidade climática séria, os
consumidores deverão observar a regularização dos preços
do etanol nas bombas de combustível no prazo de até
quatro meses.
"Há uma preocupação muito grande de que nós temos um
cliente que comprou um veículo flex esperando usar
álcool, porque lhe daria vantagens monetárias. Então, é
claro que a indústria produtora de álcool tem que ter
essa consciência de que o mercado dela é o interno e
precisa ser abastecido", afirmou.
Para reverter a situação de pouca oferta, que eleva o
preço do etanol, o ministro informou que 60 usinas estão
moendo cana, mesmo em período de entressafra, e que 160
anteciparão para março a moagem, que normalmente se
inicia em abril
Stephanes voltou a descartar que a escassez de etanol
tenha alguma relação com os preços recordes registrados
no mercado internacional de açúcar, o que estaria
levando a uma migração das usinas em relação a seu
produto final. "O aumento na produção de açúcar foi de
apenas 4% em relação ao ano anterior, então, o grande
impacto não foi o aumento, nem o preço do açúcar, até
porque grande parte das usinas, principalmente as mais
novas, não tem essa possibilidade de conversão."
De acordo com o ministro, o cenário é muito bom este ano
para o setor sucroalcooleiro, incentivado pela pressão
do mercado externo, causada pela ausência da Índia,
principal concorrente do Brasil no mercado
internacional, que teve forte queda na produção.
Para a colheita, a perspectiva é de safra recorde. "Esse
excesso de chuvas, que prejudicou a colheita e até a
qualidade da cana, por outro lado, beneficiou a produção
deste ano, ou seja, as indicações são de que teremos uma
safra muito boa", afirmou.
Para ambientalista, o plantio de cana-de-açucar
excessivo só traz prejuízos irreversíveis ao meio
ambiente, para efeito economico é desastroso se governo
continuar a sustentar a exportação deste produto chamado
"ecológico".
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