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Noticias de economia
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Copom decide juro nesta 4ª; analistas vêem Selic a 11%
A maior parte dos analistas acredita que o Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central repetirá
nesta quarta-feira o aumento de 0,75 ponto percentual da
taxa básica de juro brasileira, mas alguns não se
surpreenderiam com um movimento menor em meio a dados
mais fracos sobre atividade e inflação.
Pesquisa da Reuters feita na véspera, após a divulgação
de dois índices de preços abaixo do esperado, mostrou
também que, se os dados fracos confirmarem uma
tendência, o ciclo de aperto monetário poderá ser mais
curto e as previsões para a Selic no fim do ano serão
revisadas.
De 20 instituições financeiras ouvidas nesta
terça-feira, 16 esperam aumento da Selic de 10,25% para
11% ao ano, enquanto quatro estimam elevação de 0,50
ponto.
Na comparação com sondagem da Reuters feita na semana
passada com 21 economistas, dez mantiveram a previsão de
alta de 0,75 ponto, dois seguiram com aposta de 0,50
ponto, enquanto outros dois reduziram a estimativa de
0,75 para 0,50 ponto. Sete economistas não participaram
da nova pesquisa.
No mercado de juros futuros, no entanto, as projeções
tendem para 0,50 ponto. Nos últimos dias, dados de
inflação em forte arrefecimento e abaixo do esperado
somaram-se a números de atividade mais fracos e à crise
externa, e levaram alguns bancos a revisar para baixo a
previsão para esta semana ou a não descartar um
movimento menor.
Para os que apostam no terceiro aumento seguido de 0,75
ponto, o Copom analisa um cenário mais longo e não
apenas dados de alguns meses.
"O BC já colocou que o principal risco hoje é a
atividade doméstica. Os sinais de desaceleração no
segundo trimestre resultam mais de uma retirada de
estímulos fiscais e da forte expansão do primeiro
trimestre, quando houve antecipação de compras antes do
fim dos estímulos", disse Flávio Serrano, economista
sênior do BES Investimento.
No caso da inflação, os dados vêm surpreendendo para
baixo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo-15 (IPCA-15) caiu 0,09% em julho ante previsão de
alta de 0,05%. Isso gerou forte queda nos contratos de
Depósito Interfinanceiro (DI). Os cenários do mercado de
juros futuros e dos bancos e corretoras nem sempre andam
juntos, já que o primeiro reage mais a dados de curto
prazo.
Por outro lado, as previsões do mercado para a inflação
de 2010 e de 2011 seguem acima do centro da meta. Outro
ponto é o setor externo, cujas novidades recentes
incluem reduções de ratings de alguns países europeus e
balanços corporativos abaixo do esperado nos Estados
Unidos.
"Uma alta de 0,75 ponto seria coerente com os últimos
documentos do BC, a ata, o Relatório de Inflação, que
falam de um ciclo de aperto... Aposto nisso. Mas os
indicadores recentes, o ambiente externo, a inflação dão
suporte para uma alta menor", disse Silvio Campos Neto,
economista-chefe do Banco Schahin.
Fim do ano
Muitos dos analistas que mantiveram a previsão de
aumento de 0,75 ponto em julho revisaram ou pretendem
revisar o cenário para o fim do ano, devido a esse
conjunto de variáveis.
Dos 13 analistas que forneceram previsão para o fim do
ano, alguns já revisaram para baixo seus prognósticos,
enquanto outros disseram que vão esperar a ata da
reunião do Copom para fazer eventuais ajustes. Por
enquanto, as estimativas ficaram entre 11% e 12,25%.
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