Diretor do banco mundial alerta para crescimento da
pobreza no mundo
O diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse nesta
quarta-feira que nos últimos 20 anos houve muito
progresso no combate à pobreza em países como Brasil,
China, Índia e México, mas que a crise econômica global
recente empurrou um enorme contingente de pessoas para
baixo da linha da miséria. Zoellick afirma também que a
recuperação da economia mundial, após a crise financeira
global, ainda é frágil e incerta.

A quantidade de pobres quase triplicou,
embora as autoridades desmintam o fato, a pobreza e
criminalidade aumentam, quando poucos ficam ricos
demais, no caso do Brasil, nunca em todos os governos
anteriores os ricos ficaram tão ricos e bancos nunca
ganharam tanto. O salário base do trabalhador em poder
de compra não passa de R$ 152,00 reais, dos 520,00 do
salário do trabalhador 70% é para impostos.
Em um discurso no México ele sugeriu que a crise
econômica empurrou 60 milhões de pessoas para baixo da
linha da pobreza. Na América Latina, 10 milhões de
pessoas caíram abaixo da linha da pobreza devido à crise
econômica que começou em 2008. O ministro mexicano da
Economia, Ernesto Cordero, acredita que 5,8 milhões
destes 10 milhões estão no México. "A boa notícia é que
houve muito progresso na redução da pobreza", disse
Zoellick.
"A má notícia é que o sucesso no combate à pobreza ainda
depende muito de progressos na China, Índia, México e
Brasil. Ainda há problemas graves de pobreza, sobretudo
na África subsaariana." Ainda assim, ele ressaltou que a
América Latina tem muita pobreza e o Banco Mundial
precisa continuar trabalhando na região.
Zoellick pediu que os governos continuem focados na
redução de custos e entraves na abertura de empresas e
exportação de produtos. Além disso, ele pediu mais
investimentos governamentais em infra-estrutura e
educação. O Banco Mundial anunciou que vai emprestar US$
800 milhões ao México para projetos de desenvolvimento,
infra-estrutura e programas para tornar o transporte
mais ecológico.
Estados Unidos
Enquanto o Banco Mundial ainda prevê uma recuperação
"frágil e incerta", o diretor do Federal Reserve, o
Banco Central americano, também usou termos parecidos
para descrever a economia dos Estados Unidos, um dos
principais motores da recuperação mundial.
Ben Bernanke disse nesta quarta-feira que a perspectiva
da economia americana é "estranhamente incerta". Ele
disse que talvez seja necessário adotar mais medidas
para estimular a economia, caso ela não se recupere.
Ainda assim, Bernanke disse que os Estados Unidos ainda
esperam crescimento ininterrupto, porém moderado. O
índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 1% depois
dos comentários de Bernanke.