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Noticias de economia
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Barulho com preço do barril pressiona ações da
Petrobras
A volatilidade dos papéis da Petrobras deve se
intensificar nos próximos dias à medida que se aproxima
a divulgação do preço do barril de petróleo que será
usado na capitalização prevista para setembro, avaliaram
analistas, que ainda se dizem "no escuro" em relação aos
rumos da esperada operação.
Um preço próximo a US$ 10, desejado pelo governo,
desagradaria ao mercado, porque potencialmente diluiria
os minoritários, enquanto que um valor perto de US$ 6
atrairia investidores. "Se for mais do que US$ 7 (o
barril) eu vendo tudo", disse à Reuters o acionista
Ricardo Rodarte, que viajou de Minas Gerais para o Rio
de Janeiro apenas para participar da reunião da empresa
na quarta-feira com analistas de mercado e investidores
sobre o resultado do segundo trimestre.
O exemplo desse acionista não preocupa o governo, pelo
contrário, já que a União poderia aumentar sua posição
na estatal com a compra das sobras da subscrição. A
idéia do Planalto, segundo fontes, é sair dos atuais 32%
do capital total para 40%.
Nesta quinta-feira, por volta das 14h40, as ações da
Petrobras caíam 2,5%, enquanto o Ibovespa operava em
queda de 0,8%.
No ano, as ações da blue-chip mais negociada do mercado
brasileiro acumulava perda de 24,7%, até o pregão de
quarta-feira. "Todo mundo bate no papel para comprar
mais barato depois (na capitalização)", disse um
analista que também estava na reunião na sede da empresa
na quarta-feira.
Apesar das pressões em Brasília para que o preço seja o
maior possível, analistas confiam na idoneidade das
certificadoras envolvidas na avaliação do valor do
barril e aguardam a divulgação do preço da avaliação
encomendada pela ANP por esses dias.
Esse valor será comparado ao obtido pela Petrobras,
entre US$ 6 e US$ 6,5, segundo fontes da companhia, para
definir o quanto o governo cobrará pela cessão onerosa,
uma área de até 5 bilhões de barris em área não licitada
no pré-sal da bacia de Santos, que será trocada pelas
ações em operação intermediada por títulos públicos.
Na opinião do analista Eric Scott, da SLW Corretora, não
faria nenhum sentido um preço alto para o barril do
pré-sal. Ele lembrou que o presidente da Petrobras ,
José Sergio Gabrielli, declarou durante a crise
financeira que o pré-sal é viável com o petróleo até US$
42 o barril.
"O Gabrielli sempre fala que o pré-sal é viável a US$ 42
o barril, o que dá um custo de extração em torno de US$
30 e um petróleo de US$ 5 para a margem da empresa ser
de US$ 7, numa conta a grosso modo", explicou o
especialista alertando que um valor maior que esse reduz
a margem da companhia. "A margem ficaria muito
estreita", disse.
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