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Noticias de economia
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Micro e pequenas empresas têm 50% dos empregos formais
As micro e pequenas empresas correspondem a mais de 99%
dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil
e empregam 52,3% dos 24,9 milhões de trabalhadores com
carteira assinada. Isso corresponde a 13,1 milhões de
empregados. Destes, 8,5 milhões, ou 64,9%, vivem no
interior do País, segundo a terceira edição do Anuário
do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, divulgado nesta
terça-feira pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae). A edição apresenta números
de 2008 e 2009.
"As micro e pequenas empresas são responsáveis por um
volume expressivo dos empregos e também por um volume e
massa de rendimentos bastante relevantes", disse o
diretor técnico do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente
Ganz, durante a apresentação do anuário. "Nossas
empresas continuam empregando boa parte das pessoas
formalizadas e, além disso, estão aumentando os
salários. Isso é uma tendência que vem se mantendo desde
2002", completou o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
De acordo com o anuário, mais da metade dos 8,5 milhões
de empregos estão localizados no interior da Região
Sudeste, enquanto o interior da Região Sul registra 2,2
milhões de empregos, e o Nordeste, 967,7 mil. No
Centro-Oeste, são 449,3 mil, e na Região Norte, 246,5
mil empregos situados no interior dos Estados.
De 2000 a 2008, o número de micro e pequenas empresas
aumentou de 4,1 milhões para 5,7 milhões, um crescimento
de 40%. No período, foi ampliado em 4,5 milhões o número
de empregados com carteira assinada, que estava em 8,6
milhões e passou para 13,1 milhões.
Os homens continuam sendo maioria entre os trabalhadores
das micro e pequenas empresas. Em 2008, foram 3,7
milhões na microempresa e 4,5 milhões na pequena
empresa. No entanto, essas empresas ampliaram a
contratação de mulheres entre 2000 e 2008, passando de
1,5 milhão para mais de 2,3 milhões nas microempresas e
de 1,3 para 2,3 milhões nas pequenas empresas.
O aumento da contratação da mão de obra feminina é
registrado principalmente nos setores do comércio e de
serviços, seguido pela indústria. As unidades
federativas que mais empregaram mulheres foram o
Distrito Federal e as regiões metropolitanas de Salvador
(BA), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Já as
regiões metropolitanas de São Paulo e Recife foram as
que apresentaram a menor participação feminina no
mercado de trabalho dos micro e pequenos
empreendimentos.
Outra mudança apontada pelo anuário está relacionada à
escolaridade, com as micro e pequenas empresas passando
a contratar trabalhadores com grau de ensino mais
elevado entre 2000 e 2008. Os trabalhadores com o ensino
médio completo passaram de 21,4% para 41,7%. As
contratações de empregados com o terceiro grau completo
apresentaram uma leve subida, passando de 3,4% para
4,7%.
O anuário tem como base de dados diversos órgãos
públicos, entre eles a Pesquisa de Emprego e Desemprego
do Dieese, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
do Ministério do Trabalho e Emprego e a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O site que atualizará constantemente informações sobre
micro e pequenas empresas, bem como sobre o trabalhador
brasileiro. A nova ferramenta pretende agregar em um
único ambiente dados que ajudem a entender a realidade
dos negócios no País e, dessa forma, facilitar o
trabalho de profissionais e estudiosos interessados em
desenvolver políticas públicas.
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