País tem 9 milhões de empresas que existem apenas no
papel
Dos 18 milhões de empresas cadastradas no País, pelo
menos metade não funciona. Algumas fecharam as portas,
mas muitas não conseguem dar fim a problemas
burocráticos e dificuldades como dívida ativa e
pendências com sócios – familiares ou não.
A informação é do secretário de Comércio e Serviços do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Edson Lupatini. Ele elogiou o Cadastro
Nacional de Registro de Comércio (CNRC) que tem
convênios nas três esferas de governo para manter um
banco de dados completo, mas disse que o grande entrave
para definir o universo de empresas inativas é a falta
de informações em tempo hábil. As juntas comerciais só
consideram que as empresas encerraram as atividades
depois de dez anos sem nenhuma comunicação de movimentos
como alteração de contrato ou de capital.
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei da
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) que reduz o tempo de
encerramento de empresas para cinco anos. Outro projeto,
do deputado Enio Bacci (PDT-RS), prevê processo sumário
de encerramento para micro e pequenas empresas sem
movimentação de três anos nas juntas comerciais.
Empreendedor individual – No sentido inverso da
burocracia, o programa Empreendedor Individual (EI)
alcançou a marca de meio milhão de inscritos. Até 1º de
setembro, 501.125 mil trabalhadores se cadastraram no
Portal do Empreendedor e a média tem sido de 3 mil
pessoas por dia. Comércio de vestuário e cabeleireiros
são as atividades com maior número de formalizados.
O custo e a burocracia para encerrar uma
empresa inativa, não sai por menos de R$1.000,00 reais,
é praticamente inviável para a maioria dos cidadão
brasileiros arcar com estes custos altíssimo das taxas
deste governo.