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Noticias de economia
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Dólar fecha com 9ª queda seguida em menor patamar de
2010
Dolar fraco prejudica e aumenta desemprego no setor
turistico e empresas exportadoras, além de todo o
comercio brasileiro que perde bilhões com compras
on-line no exterior.
A incerteza sobre a possibilidade de intervenções mais
agressivas do governo no mercado de câmbio reduziu a
volatilidade do dólar nesta segunda-feira, no nono dia
seguido de queda frente ao real. O dólar caiu 0,23%, a
R$ 1,716, na maior sequência de quedas desde fevereiro
de 2008 e com a cotação mais baixa desde 3 de dezembro
do ano passado.
Considerando o mercado futuro, em que há mais liquidez,
o dia contou com a menor variação entre as cotações
mínima e máxima desde agosto de 2008, segundo dados da
Reuters sobre o contrato de vencimento mais próximo
referentes até as 16h30.
Neste pregão, as cotações do contrato de outubro
variaram entre R$ 1,7205 e R$ 1,7250. As operações,
porém, seguem até as 18h no mercado futuro.
"O mercado não mexeu hoje. Abriu em queda, com números
bons na China e Basileia III... mas não gerou
volatilidade", resumiu Rodrigo Nassar, gerente da mesa
financeira da corretora Hencorp Commcor, em referência a
dados sobre atividade industrial e inflação na China e
às novas regras de capital bancário, que abriram espaço
para recuo do dólar no mundo inteiro.
"(O dólar) já está num nível muito baixo e o mercado
fica com receio de bater um pouco mais", completou
Nassar.
A longa sequência de quedas do dólar está ligada à
expectativa de um ingresso volumoso de recursos no país.
A maior parte viria com a capitalização da Petrobras,
cuja reserva de ações já está em curso, mas há emissões
de títulos que somente na semana passada somaram cerca
de US$ 4 bilhões.
O receio, porém, tem relação com o discurso do governo
contra a valorização do real. O Banco Central já
aumentou a quantidade de dólares comprados diariamente,
com dois leilões realizados por dia desde quarta-feira.
Somente na sexta-feira, de acordo com estimativas de
operadores, foram comprados entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3
bilhão. Os dados oficiais só serão conhecidos na próxima
semana.
Além disso, há a possibilidade de um leilão de swap
cambial reverso, derivativo que atua como compra de
dólares pelo Banco Central no mercado futuro e que
ofereceria um contraponto à enorme oferta de moeda por
estrangeiros na BM&FBovespa.
Na sexta-feira, somando os contratos de dólar futuro e
de cupom cambial (DDI), os investidores não-residentes
exibiam US$ 11,3 bilhões em posições vendidas.
Um termômetro sobre a possível oferta de swap reverso
pelo BC é a taxa local de juro em dólares, que vem
subindo desde o começo do mês. Nesta segunda-feira, o
FRA (forward rate agreement) de cupom cambial para
novembro subia a 1,95%, maior nível em mais de um mês.
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