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Noticias de economia
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Sindigas: 20% dos botijões de gás vendidos no País é
irregular
Pelo menos um em cada cinco botijões de gás de uso
doméstico vendidos no País é procedente do comércio
ilegal. A estimativa é do presidente do Sindicato
Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito
de Petróleo (Sindigas), Sergio Bandeira de Mello. Ele
participou nesta segunda-feira da criação do Comitê
Nacional de Erradicação do Comércio Irregular de Gás
Liquefeito de Petróleo (GLP), na sede da Federação das
Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
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"Esse número (de botijões irregulares) deve se
aproximar de algo como um quarto ou um quinto
que pode passar pelo informal. Mas isso é uma
estimativa absolutamente grosseira", disse o
presidente do Sindigás.
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O mercado de GLP doméstico movimenta cerca de 33 milhões
de botijões de 13 quilos por mês, representando um
faturamento anual de R$ 15 bilhões, com um prejuízo
estimado de até R$ 840 milhões anuais por conta da
informalidade.
Existem no País 37 mil revendedores legais de gás, para
70 mil a 100 mil informais, o que dá uma proporção ao
redor de uma revenda regular para cada duas irregulares,
segundo Sergio Bandeira de Mello.
Ele ressaltou que para coibir este tipo de atividade,
que funciona em revendas situadas em pequenas lojas,
farmácias, açougues, bares, mercearias e até padarias, é
imprescindível o apoio das prefeituras, a quem compete
fiscalizar o comércio. "A gente tem conseguido um nível
muito baixo de envolvimento de prefeituras, que são
muito permissivas, de forma geral, e acham que o
informal pelo menos não está roubando. E fica uma coisa
como se informalidade de gás fosse banal", disse Mello.
Além de desestruturar a cadeia de distribuição do gás,
ainda há o risco de se perder o controle de qualidade
sobre o produto, que pode chegar ao consumidor final
abaixo do peso, misturado com água ou em botijões
enferrujados e sem segurança, ressaltou o presidente do
Sindigás.
Segundo ele, a melhor forma do consumidor se prevenir de
comprar o botijão de gás irregular é conferir se o
lacre, a etiqueta plástica com informações de segurança
e o nome gravado têm a mesma marca. Também é importante
verificar se o lacre está bem firme, sem indicação de
que possa ter sido violado. Em caso de dúvidas, ele
sugere a pessoa telefonar para o número 0800 970 0267,
da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a fim de saber se
o revendedor é autorizado.
A fiscalização dos pontos de revenda em todo o país é
tarefa da ANP. Só este ano foram feitas cerca de 2,8 mil
autuações referentes ao GLP, com a multa para um
revendedor ilegal estipulada em R$ 20 mil. Mas segundo o
diretor da agência, Allan Kardec, o primeiro objetivo é
esclarecer os comerciantes sobre as irregularidades,
antes de puni-los. "A primeira ação é informativa, a
segunda é fiscalizadora. O dono de uma venda pequena às
vezes não tem a informação de que precisa de autorização
da ANP para trabalhar com gás de cozinha", explicou
Kardec.
O comitê criado hoje visa a instituição de um programa
de certificação para os revendedores, por meio da
instituição de um selo específico que identifique os
revendedores autorizados em todo o país.
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