Dólar fecha em queda e tem mínima em quase dez meses
O dólar chegou a cair abaixo de R$ 1,700 nesta
quarta-feira pela primeira vez no ano, acompanhando a
tendência global de desvalorização. A moeda americana
fechou a R$ 1,705, em queda de 0,29%, no menor patamar
de fechamento desde 9 de novembro do ano passado.

Mas, após o breve movimento, o mercado devolveu o dólar
ao patamar visto nos últimos dias, "respeitando" o piso
informal sinalizado pelo governo e marcado por barreiras
técnicas no segmento de opções.
Segundo a clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa,
houve ao menos uma operação registrada a R$ 1,6999,
durante a manhã.
No exterior, o dólar teve mais uma jornada de baixa em
meio à expectativa de que o Federal Reserve (FED)
aumente a oferta de recursos na economia para estimular
a recuperação do país. Às 16h40, o euro subia 0,4% e
superava US$ 1,36 pela primeira vez em cinco meses .
O que tem impedido o dólar de recuar com a mesma
intensidade no Brasil, segundo profissionais de mercado,
é a ameaça de que o governo tome medidas mais agressivas
do que as compras diárias de dólares - embora, na
véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha
descartado por ora alguma mudança na tributação do
capital estrangeiro em ações e renda fixa
Para o operador de câmbio de um banco dealer, que
preferiu não ser identificado, outro motivo que inibe a
baixa do dólar é a existência de barreiras no mercado de
opções abaixo de R$ 1,70. Segundo ele, a breve queda do
dólar aquém desse nível pode ter sido uma tentativa
frustrada de alguns investidores para marcar posição.