Brasil esta sobrecarregado de dólares especulativos,
péssimo para o país
O "governo" de Lula que mais assalta os cofres publico
dentro da "lei", em favor de seu partido comunista, se
gaba de ter bilhões de dólares que só estão no país à
fins de exploração dos maiores juros do mundo. O Governo
cego, mudo e surdo, paga bilhões de juros para
prejudicar o turismo e as empresas exportadoras
brasileiras, enquanto as empresa sofrem eles sobem os
juros para captar mais impostos.
O corte do juro no Japão a zero e a expectativa de mais
estímulos nos Estados Unidos derrubaram o dólar nesta
terça-feira, pegando o governo no contrapé após o
aumento do imposto sobre investimentos estrangeiros em
renda fixa. A moeda americana caiu 1%, a R$ 1,675. É o
menor patamar de fechamento desde 2 de setembro de 2008,
antes da quebra do banco Lehman Brothers que agravou a
crise financeira global.
O governo brasileiro elevou o imposto sobre
investimentos externos em renda fixa de 2% para 4% a
partir desta terça-feira, em uma tentativa de frear a
entrada de capital especulativo.
Mas "o mercado vê (o aumento do IOF) como inócuo diante
do cenário externo", disse Luciano Rostagno,
estrategista-chefe da CM Capital Markets.
Às 16h30, o euro avançava 1,2%, acima de US$ 1,38 e no
maior nível em oito meses. A moeda dos Estados Unidos
caía 0,9% em relação a uma cesta com as principais
divisas.
A tomada de crédito no exterior para aplicação no Brasil
ficou ainda mais barata com o corte do juro básico no
Japão a uma faixa entre zero e 0,1%.
A medida, que surpreendeu o mercado, aumentou a
expectativa por um anúncio de novos estímulos também nos
Estados Unidos. O presidente do Federal Reserve (FED) de
Chicago, Charles Evans, disse
ao Wall Street Journal que é favorável a "muito mais"
estímulos à economia para combater o desemprego .
"Enquanto a liquidez global seguir alta, os preços das
commodities continuarem a subir e algumas taxas de
câmbio em países avançados permanecerem em queda, o
mercado vai continuar a pressionar o real para cima",
avaliaram Paulo Leme e Luis Cezario, economistas do
banco Goldman Sachs.
Mantega pede paciência
Questionado por jornalistas, o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, disse que é preciso esperar para que o
IOF atue sobre a taxa de câmbio. "Às vezes você tem que
tomar antibiótico por uma semana para que tenha efeito."
Ele acrescentou que o problema cambial não está restrito
ao Brasil. A intervenção de governos em todo o mundo
contra a valorização de suas moedas deve ser discutida
no final desta semana em reunião de líderes econômicos
que contará com a participação brasileira .
De acordo com Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO
Corretora, o aumento do IOF tende de fato a reduzir a
atratividade de investimentos de curto prazo no País. "O
percentual definido torna nulo o rendimento até 139
dias... e reduz bruscamente o rendimento em um ano",
afirmou.
Dados do Banco Central mostram que o investimento
estrangeiro em títulos de renda fixa de curto prazo no
País foi de US$ 1,027 bilhão entre janeiro e agosto,
mais que o dobro do verificado em todo o ano passado.
Mas o próprio Tesouro Nacional reconhece que a maior
parte dos investimentos estrangeiros está concentrada em
títulos de longo prazo. Segundo os dados do BC, papéis
de médio e longo prazos receberam US$ 10,953 bilhões até
agosto neste ano, ante US$ 9,678 bilhões em todo o ano
passado.
E, segundo cálculos da Safra Corretora, o aumento do IOF
altera muito pouco a rentabilidade anual de um título
com vencimento em 2017, de 11,34% a 10,97% - ainda muito
acima dos juros pagos por papéis em economias
desenvolvidas.
Novas medidas
Com a indiferença do dólar ao aumento do IOF, analistas
já imaginam que o governo pode apresentar outras medidas
para fazer frente à valorização do real.
Para Marcelo Carvalho, chefe de pesquisa econômica para
América Latina do BNP Paribas, entre as opções estão um
novo aumento do IOF, extensão da nova alíquota para
ações, adoção de algum tipo de quarentena, reforço da
intervenção do Banco Central ou compra de dólares por
meio do Fundo Soberano.