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Noticias de economia
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Mais de mil postos de gasolina sem combustível na frança
Mais de mil postos de gasolina na França estavam sem
combustível ou em dificuldades nesta segunda-feira,
anunciou a União de Importadores Independentes de
Petróleo (UIP), que representa os distribuidores de
gasolina instalados nos hipermercados.

"Dos 4.000 postos nos hipermercados, que distribuem 60%
do combustível na França, há quase 1.500 sem
combustível", declarou à AFP Alexandre de Benoist,
diretor da UIP. "Entre 20 e 25% de nossa capacidade de
distribuição está interrompida ou em dificuldades",
completou o executivo, que explicou que a situação é
diferente em cada região.
"Na região norte do país a situação é mais favorável que
no oeste, por exemplo", disse Benoist. "A situação deve
melhorar nesta segunda-feira", completou. Dos 12.500
postos de gasolina na França, 4.500 ficam dentro do
hipermercados Casino, Carrefour, Auchan, Cora, Leclerc e
Intermarché.
Muitos motoristas encheram os tanques de seus carros nos
últimos dias após as informações de uma possível falta
de combustível com a greve que afeta, desde a semana
passada, 12 refinarias da França como parte da
mobilização social contra a reforma do sistema de
aposentadoria do governo de Nicolas Sarkozy.
A Agência Internacional de Energia (AIE), responsável
pelos suprimentos estratégicos de petróleo em países da
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE), disse que a França tem estoques para 98 dias e
que o país já começou a usar as reservas emergenciais de
30 dias da indústria.
As greves em toda a França contra a reforma na
aposentadoria se espalharam nos últimos sete dias para
as 12 refinarias de petróleo do país, intensificando o
impacto de uma greve que já dura três semanas no maior
porto petrolífero da França, Fos-Lavéra, por causa de
condições de trabalho e uma reforma no porto.
Nesta segunda-feira, caminhoneiros franceses também
realizaram operações-tartaruga em rodovias, e as greves
no setor ferroviário se intensificaram, enquanto os
protestos ganham força antes da votação no Senado da
reforma da aposentadoria.
Apenas uma das 12 refinarias da França não interrompeu
sua produção, e algumas refinarias começaram a declarar
situação de força maior, "todo o acontecimento
inevitável em relação à vontade do empregador, e para a
realização do qual este não concorreu", segundo as leis
trabalhistas. Em 12 de outubro, trabalhadores de
refinarias se uniram aos grevistas do porto petrolífero
de Fos-Lavéra, no sul do país, que estão parados há três
semanas.
A Exxon Mobil declarou força maior nesta segunda-feira
sobre vários contratos de suprimento de combustível na
França. Na sexta-feira a indústria química britânica
Ineos declarou força maior sobre um produto de sua
refinaria próxima a Fos-Lavéra. Foi a primeira ação
desse tipo desde que as greves começaram.
O governo francês, no entanto, insiste que não há
escassez de combustível no país. Caminhoneiros franceses
realizam uma operação tartaruga nas rodovias e as greves
dos ferroviários se intensificam como resultado do
aumento dos protestos no país à medida que se aproxima a
votação no Senado sobre a impopular reforma
previdenciária.
O governo vem se mantendo firme na defesa do plano do
presidente Nicolas Sarkozy de elevar a idade mínima para
a aposentadoria mesmo depois de meses de manifestações
contrárias. Nesta segunda-feira, as autoridades
asseguraram que a infraestrutura do país não ficará
paralisada apesar da greve de uma semana de duração nas
refinarias, que forçou centenas de postos a fechar.
Os serviços ferroviários também foram gravemente
prejudicados pela greve que se ampliou antes de uma
manifestação nacional marcada para esta terça-feira, no
que ameaça ser um dia decisivo para a reforma de Sarkozy.
Os ministros garantem que o país tem combustível
suficiente e os aeroportos, em especial, estão, com
grandes reservas.
"O governo está controlando a situação", disse o
ministro da Indústria, Christian Estrosi, à rádio RTL
nesta segunda-feira. "Não haverá bloqueio às empresas,
nenhum bloqueio para o transporte e nenhum bloqueio para
os usuários das estradas."
A poderosa confederação sindical CGT, que representa a
maioria dos trabalhadores em portos e refinarias,
aproveitou a greve nos portos para alavancar seus
protestos contra a reforma previdenciária do presidente
Nicolas Sarkozy.
Os trabalhadores do porto de Marselha são um dos grupos
operários mais radicais do país e já fizeram repetidas
greves nos últimos anos, prejudicando as perspectivas
econômicas do maior porto petrolífero da França.
No fim de semana os sindicatos pediram o endurecimento
dos protestos, mas o governo disse que recorrerá à força
se for preciso para impedir a paralisia da economia
nacional.
Os trabalhadores das refinarias e portos não deram
sinais de ceder, e a perspectiva é que as greves
continuem pelo menos até o novo dia de protestos
nacionais convocado pelos sindicatos para 19 de outubro.
Para a sorte dos politicos, é que estão no seculo 21, se
estivessem a alguns seculos atras, cabeças estariam
rolando.
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