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Noticias de economia
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Estudo financeiro ensina alunos a até negociar em aula
Eles têm apenas 9 anos, mas já sabem o que fazer para
que a mesada possa render mais. Aprendem a poupar e a
entender os gastos domésticos. Os alunos do ensino
fundamental I do Colégio Módulo, de São Paulo, estão
entre os estudantes que contam com aulas de educação
financeira na escola.
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Para colocar em prática o que aprendem na
teoria, são estimulados a lidar com dinheiro e
moedas virtuais. O ponto alto é a feirinha. Ali,
podem vender guloseimas que produziram em casa,
como brigadeiros e bolos. Além de aprender a
negociar, são orientados quanto ao lucro, pois
precisam saber o quanto gastaram na confecção
das mercadorias para entender o valor pelo qual
elas foram comercializadas.
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As aulas avançam no ensino fundamental II. Para esses
alunos, que têm entre 11 e 12 anos, o Colégio Módulo
destina um semestre de aulas de educação financeira, na
disciplina de matemática. "Os alunos aprendem sobre
produtos bancários, a controlar a mesada, por meio de
uma planilha Excel, a ler extrato", exemplifica Wagner
Sanchez, diretor do colégio.
Na disciplina de informática, produzem dinheiro, cartão
de crédito e cheque. O extrato é semelhante a um
documento real, com data, histórico, débito, crédito e
saldo. O documento mostra as principais transações
financeiras, como saques em caixa eletrônico, pagamentos
das contas de água, luz, telefone e dos impostos IPVA e
IPTU e depósito de salário.
O resultado tem agradado pais, estudantes e professores.
Os pequenos começam a opinar mais nas compras da casa.
"A mudança de comportamento é notável. Eles passam a
conversar mais sobre os custos domésticos e participam
da decisão de compra", conta Sanchez.
Iniciativas como essa têm sido implementadas por muitas
instituições de ensino privado Brasil afora, e devem
ganhar força também na rede pública em um curto espaço
de tempo. Um projeto-piloto começou este ano em São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins e
Distrito Federal e, em 2012, deverá ser estendido para
todos os Estados. O objetivo, neste caso, não é ter uma
disciplina específica, mas sim distribuir o conteúdo
entre todas as áreas, da matemática à história. Caberá a
cada escola definir qual será a sua metodologia de
ensino. A iniciativa é de diversas entidades do mercado
financeiro e de capitais e está sob coordenação do
Ministério da Educação.
"É um cenário promissor e positivo", acredita Álvaro
Modernell, especialista em educação financeira.
Modernell é autor dos livros Zequinha e a porquinha
Poupança (2006), O Pé de Meia Mágico (2007), O Poço dos
Desejos (2007), Paulina e o Ipê-amarelo (2007),
Versinhos de Prosperidade (2008), Morango ou Chocolate
(2010) e Quero ser rico (2010), além de outros materiais
e cartilhas.
Para ele, este é sim assunto de criança e deve ser
inserido no currículo escolar. O importante, ressalta, é
usar formas lúdicas de ensinar às crianças. Jogos ajudam
muito nesta etapa. Assim, os pequenos poderão aprender
sobre organização, planejamento, conservação dos bens,
escolhas, a evitar desperdícios, a respeitar limites e
outras atitudes que ajudam a fazer o dinheiro render
mais. As dicas do especialista podem ser conferidas no
site www.maisativos.com.br.
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