Ministro Manteiga: Diz
que dólar irá subir, mas o resultado é negativo
O ministro da Fazenda, disse nesta segunda-feira que uma
eventual oferta de swap cambial reverso não incorreria
em perdas para o governo porque as autoridades têm
"certeza" de que não haverá valorização do real.
"É claro que qualquer operação tem algum tipo de risco,
e nós temos que minimizar o risco",como nós confiamos na
trajetória cambial, isso minimiza o risco", acrescentou.
O swap cambial reverso é um derivativo, oferecido pelo
Banco Central (BC), que funciona como uma compra futura
de dólares pela autoridade monetária. Com a operação, o
BC paga ao mercado um rendimento em juros e recebe em
troca a variação cambial do período de duração do
contrato.
O instrumento foi usado pelo Banco Central pela primeira
vez em fevereiro de 2005, com o objetivo de acelerar a
redução da exposição cambial do governo.
"Nós temos certeza de que não haverá uma valorização do
real. Se não houver valorização do real e nós fizermos
operação de swap reverso, não haverá perda. Pode até
haver ganho, como até houve no período recente."
Os contratos de swap cambial reverso funcionam como uma
compra de dólares no mercado futuro pelo governo. Em
entrevista ao jornal britânico Financial Times, Mantega
já havia dito nesta segunda-feira que as pessoas podem
"esperar mais medidas no mercado futuro".
Resolução publicada nesta manhã no Diário Oficial
autoriza o Fundo Soberano a realizar operações com
derivativos cambiais. O texto foi visto por analistas
como um passo prévio para a realização de possíveis
leilões de swap cambial reverso.
Os leilões de swap cambial reverso eram usados pelo BC
antes da crise financeira de 2008. As operações, no
entanto, não conseguiram evitar que o dólar caísse a até
1,56 real em julho de 2008. O último leilão de swap
reverso foi feito pelo BC em maio de 2009 e, atualmente,
a autoridade monetária exibe posição neutra em swaps
cambiais.