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Professores de SP aceitam acordo e suspendem greve até quinta-feira


Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram em assembléia realizada nesta sexta-feira na praça da República (centro) pela suspensão da greve até a próxima quinta-feira (10). As escolas que não entraram em recesso terão aulas normalmente, segundo a Apeoesp (sindicato dos professores estaduais de São Paulo).

De acordo com a Secretaria da Educação, cada escola define quando começam as férias de seus alunos. Por isso algumas terão aulas até o fim da primeira quinzena deste mês.

A categoria aceitou o acordo firmado entre o sindicato e a Secretaria da Educação no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo). Na audiência, os líderes do sindicato se comprometeram a suspender a paralisação desde que a secretaria pague os dias parados e elabore um calendário com as datas da reposição destes dias.

O governo tem até a próxima terça-feira (8) para decidir se aceita as condições do sindicato. Na quinta (10), os professores deverão realizar mais uma assembléia para decidir os rumos da paralisação.

A Apeoesp quer, além do pagamento dos dias parados, que a secretaria abra um canal de negociação sobre as reivindicações. Por sua vez, a secretaria afirmou, por meio de sua assessoria, que não haverá mudanças no decreto governamental que trata do sistema de contratação e substituição de professores --e que motivou a greve.

Além da revogação deste decreto, os professores reivindicavam o aumento real de 35% do salário --para cobrir perdas salariais dos últimos dez anos-- e o fim da política de bonificação, que são valores acrescentados ao salário mensalmente. Os professores queriam que esses bônus fossem incorporados ao salário nominal, e então aplicados no reajuste.

Localização

Ao contrário das outras assembléias realizadas nas últimas duas semanas, a de hoje não ocorreu no vão do Masp, na avenida Paulista, mas na praça da República. A mudança é resultado de uma decisão judicial contra o sindicato, proferida na manhã de hoje.

O juiz Maury Ângelo Bottesini, da 31ª Vara Cível, concedeu ao Ministério Público liminar contra a Apeoesp e a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) para impedir a manifestação dos professores em ruas e avenidas de São Paulo. Bottesini também fixou multa de R$ 500 mil caso a decisão seja descumprida.

Em seu despacho, o juiz afirmou que os manifestantes estão impedidos de interromper ou prejudicar o tráfego. De acordo com o magistrado, as lideranças da Apeoesp e da Conlutas têm a "obrigação de comunicar aos manifestantes por qualquer meio e por qualquer tipo de mensagem, por assembléia ou pelos meios de comunicação, a observância das proibições impostas".

Atos realizados pelos professores nos dias 13, 20 e 27 de junho provocaram grande lentidão em vias da região central.


 

 

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