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Dica para vestibulando é equilibrar estudo e
descanso
LUISA ALCANTARA E SILVA
"Não posso perder tempo me divertindo, porque, se eu fizer isso, não vou
passar." Essa sensação de que se deixar as apostilas de lado para descansar ou
se divertir pode prejudicar na aprovação no vestibular é muito comum nos
candidatos. Embora escutem pais, professores e médicos dizendo que devem separar
um tempo para descansar, nem sempre seguem essa recomendação.
Folha Imagem

Futebol nas férias ajudou Paulo Almeida, 22, a relaxar;
dica para vestibulando é equilibrar estudo e descanso
Mesmo assim, em julho, escolas e cursinhos forçam os seus alunos a uma pausa. E,
como o sonho de muitos estudantes é entrar na USP, o Fovest conversou com três
ex-vestibulandos que passaram em primeiro lugar em suas opções na Fuvest 2008 e
conta a receita que eles seguiram para conseguir a melhor colocação.
Candidato a uma vaga na carreira com a mais alta nota de corte --74, para
medicina--, João Paulo Almeida, 22, estava decidido: "Quis fazer daquele ano o
único [de estudos]." Ele já havia cursado dois anos de nutrição e, para ter mais
chances de passar de primeira em medicina, não deu muito mole nas férias do
cursinho Poliedro, mas aproveitou uma semana das três que teve para descansar.
"Chegou uma hora em que tinha que me desligar."
Regrado, revisou o conteúdo do primeiro semestre. Depois, aproveitou para
relaxar. O que mais fez foi assistir à TV. Às vezes, ia jogar futebol -atividade
da qual ele sempre gostou, mas que deixou de lado no cursinho. E dá uma dica:
"Qualquer esporte é bom, ajuda a regular o sono. Isso me ajudou".
Outra vestibulanda exemplar é Luciana Heuko, 19, que entrou em primeiro lugar em
design na USP. Seu plano era estudar nos 15 dias livres, mas, assim como João
Paulo, logo percebeu que precisava descansar.
Então, decidiu que iria investir só em geografia, matéria na qual tinha mais
dificuldade. Quando não estava memorizando mapas, ela via TV e, à noite, saía
com o namorado, Sérgio Nascimento, para comer pizza ou ficar conversando em um
bar. "Procurei fazer coisas leves. Não fiquei indo a baladas, dormindo tarde",
diz.
"Quando as aulas do cursinho voltaram, me senti renovada, porque sabia geografia
e não estava cansada."
Para Rafael Silveira, 26, primeiro colocado na Academia de Polícia do Barro
Branco, o esquema não foi diferente nas férias do Objetivo: estudou, namorou e
relaxou -"com coisas light, tipo jogar bola e dormir".
Especialistas dizem que o método dos três ex-vestibulandos nas férias é bom. "O
ideal é separar uma ou duas semanas para descansar e uma para estudar", diz a
psicoterapeuta Celi Piernikarz. "O cursinho é um desgaste, e o vestibulando tem
de ter qualidade de vida."
Alessandra Prado, psicóloga, completa: "Organismo nenhum agüenta um ano pesado
sem pausa". Ela diz que é bom curtir as férias, mas sem abuso. "Não faz bem nem
estudar em excesso nem sair em excesso. Tem de saber equilibrar."
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