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Contra desconto em salário, docente ameaça
retomar greve em SP
RICARDO WESTIN
Os professores da rede estadual de São Paulo ameaçam retomar a greve da
categoria, que havia sido suspensa durante assembléia na sexta-feira. Eles não
aceitam que os dias sem aula sejam descontados dos salários e pagos só após as
reposições, como anunciou a Secretaria de Estado da Educação.
Segundo a Apeoesp (sindicato dos docentes), o governo não está cumprindo a
promessa de pagar os dias parados. "Se tiver o desconto, o professor vai passar
dificuldades. A intenção é punir o professor [por causa da greve]. Eles [o
governo] têm um gosto muito grande pela punição", disse a presidente do
sindicato, Maria Izabel Noronha, acrescentando que a greve pode ser retomada
após as férias.
A greve teve início em 16 de junho, contra um decreto que dificultou a
transferência de professores. Foi suspensa após acordo fechado entre o governo e
os professores no Tribunal Regional do Trabalho. Pelo acordo, os dias parados
não seriam descontados.
O governo diz que só pode pagar pelas aulas dadas e que os docentes que fizerem
reposição não serão prejudicados.
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